Cabelos no lugar, saúde em dia

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    Por DR. Vitor Azulay Foto Pablo Teixeira

     

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    Cabelo bonito é sinal de saúde. Esta afirmação é verdadeira e nos leva a concluir que além de cuidados estéticos os cabelos exigem um bom funcionamento do organismo. Eles emolduram o rosto e refletem nossa personalidade. É uma das poucas características que podemos mudar, através de seu comprimento, estilo e cor. Muito cabelo significa juventude e virilidade. A falta dele sugere envelhecimento, compromete a qualidade de vida e a autoestima.

    O dermatologista é o médico responsável pela saúde dos fios. É importante ficar atento aos sinais e sintomas apresentados por eles e procurar orientação.

    A perda de cabelo afeta homens e mulheres e é uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. Existem várias causas que devem ser diferenciadas para seu tratamento correto. Ela nem sempre significa doença, mas a perda vagarosa e involuntária dos cabelos provoca um estresse emocional para milhões de pessoas e cada vez mais existem propagandas de curas milagrosas gerando expectativas irreais.

    Os fios são continuamente produzidos e em condições normais crescem 1 cm por mês passando por vários ciclos de crescimento e queda durante a vida. É normal perdermos de 100 a 150 fios por dia. Quando a perda está acima disso, observamos uma queda excessiva durante o banho, ao pentear, ao levantar a cabeça do travesseiro e ao andar pela casa. Nesses casos suspeita-se de um problema chamado eflúvio telógeno.

    Este quadro apresenta-se como queda difusa e excessiva dos cabelos, podendo ser aguda ou crônica. É desencadeado por fatores como parto, doenças febris, anemia, doenças da tireóide, doenças auto imunes, perda de peso, estresse emocional, distúrbios hormonais  e pelo uso de medicamentos, principalmente antidepressivos. Esses eventos em geral antecedem três meses a queda dos fios.

    Outra queixa comum é a calvície ou alopecia androgenética. Ocorre em 70% dos homens até os 50 anos, o que corresponde a aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo. Ao contrário do que pode-se pensar não afeta somente a ala masculina, podendo atingir até 50% das mulheres da mesma faixa etária. Nelas a percepção é de couro cabeludo mais exposto, principalmente quando molhado. A história familiar é importante e o risco de uma nova geração ser atingida pela calvície é de até 15%. Ainda assim pessoas sem casos familiares podem apresentar o quadro.

    Para tratar a queda o mais importante é o diagnóstico correto da causa feito por um dermatologista, pois além dos problemas citados acima existem muitos outros envolvendo os fios e o couro cabeludo, alguns até irreversíveis. Tratamentos caseiros e indicados por leigos não funcionam e atrasam o diagnóstico. Para o eflúvio as terapias são as mais diversas, variando de acordo com a causa. No caso da calvície associa-se na maioria das vezes terapêutica tópica e oral, e terapias coadjuvantes mostram-se cada dia mais efetivas. Nas mulheres, além disso, ainda corrige-se algum distúrbio hormonal que possa estar ocorrendo. É comum homens iniciarem o tratamento sem orientação e por não terem resultados satisfatórios desistirem, ficando conformados com sua calvície. Mas é importante que saibam que existem milhares de formas corrigir o problema.
    Para saber mais sobre cuidados com os cabelos visite o site azulayezanella.com.br.

     

    Dr. Vitor Azulay
    Dermatologista e Cirurgião Dermatológico
    Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica; Cirurgião dermatológico pelo Hospital Federal de Bonsucesso (HFD) no Rio de Janeiro; Especialista em unha pelo CEU – Centro de Estudos da Unha no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay no Rio de Janeiro; Co-autor do livro Doenças das Unhas, Do Diagnóstico ao Tratamento, Dra Roberta Nakamura e Dr Robert Baran.
    Site: azulayezanella.com.br

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