Em cena

    800
    0
    COMPARTILHE

    Ele tinha tudo para ser um grande engenheiro. Tanto que com 19 anos já chamava a atenção de uma multinacional inglesa. No entanto, a paixão pela arte bateu mais forte e do curso de mecânica industrial Germano Pereira partiu para Curitiba em busca de um sonho. Com talento e dedicação, hoje brilha nas telas de TV e palcos de todo o País

     

    ent01

     

    Por Silvane Alves dos Santos Fotos Pablo Teixeira

     

    Joinvilense, o ator, dramaturgo e escritor Germano Pereira abandonou a carreira de engenharia mecânica e um emprego em uma multinacional para ser ator. “Tinha até algum talento”, garante ele, “mas não gostava”. Foi esta inquietação, impulsionada também pelo seu sucessivo contato com as artes (aos 13 já tocava guitarra, aos 15, constituiu uma banda, participava de teatro e adorava escrever) que, em 1999, quando conheceu a companhia “Os Satyros”, em Curitiba, decidiu seguir a carreira artística e foi para São Paulo, acompanhando o grupo. Foi na grande capital que Germano solidificou sua carreira. “Antes mesmo de entrar na TV, a minha carreira estava legal no teatro. Com a diferença que o grande público não conhece”, destaca.

    Tendo, então, como escola o teatro, o joinvilense estreou na TV em 2010, na novela Passione, no papel de Adamo Mattoli. Agora, voltando à telinha no personagem de “Demônio Ruivo”, na novela Guerra dos Sexos, Germano interpretou um lutador de MMA. Para saber dos novos projetos e dos desafios que é a arte de atuar, apresentamos o resultado de um bate-papo com o ator feito aqui pertinho de casa, em São Chico, na Praia do Forte.

    Revista Premier – Como foi o convite para a participação na novela “Guerra dos Sexos”?

    Germano Pereira – A Globo me ligou, no final de novembro, falando do trabalho. A partir daí, eu comecei a treinar o muay thai. Eu já lutava antes. Fiz 15 anos de judô, fui até campeão brasileiro. Em função disso, a parte de luta, digamos, foi mais fácil, mas o MMA é uma modalidade bem geral onde vale tudo. E o meu personagem, o Demônio Ruivo, que é um campeão, faz golpe sujo. Então, além de desafiador, foi interessante ser chamado para fazer um lutador de MMA, me lembrou muito o Anderson Silva. [risos]

     

    ent02

     

    RP – Quanto tempo de gravação para a cena?

    GP – A gravação teve duração de dez dias, no mês de janeiro. Mas antes fiquei treinando com o pessoal da academia, com orientação técnica e também lutando com o Eriberto Leão, que interpreta Ulisses, meu adversário na novela. A gente se machucou muito, porque a ideia era fazer uma luta real. Foram duas horas lutando para gravar as cenas. Tanto que o nariz dele sangrou, as minhas costas ficaram arrebentadas, porque a luta precisava de fato acontecer. O bacana é que a gravação foi feita num octógono mesmo, construído pela produção da novela, com 300 pessoas de figurantes mais equipe técnica. Então, no momento parece mesmo que você está competindo. A vibração foi muito parecida com as lutas reais.

     

    RP – E a preparação para papéis tão distintos?

    GP – É legal e muito louco ao mesmo tempo, pois é inusitado. De repente, você tá fazendo um personagem, o Demônio Ruivo, muito louco, que é do mal, faz golpes sujos e, de repente, você faz o Adamo, de Passione, que é muito carismático, do bem, trabalhador, exemplo para o Brasil. Então, é muito legal andar em diferentes temas. Sempre aprendo coisas novas.

     

    RP – Já sente o reconhecimento do público?

    GP – Quando você está fazendo uma novela, está com trabalho no ar, qualquer ator fica mais em voga. Depois que a novela acaba, o “fervo” maior permanece por uns oito meses. Após essa fase, as coisas vão acalmando. Então, a gente aprende a ligar com esse público que é fiel, mas também é sazonal. Quem tem mais tempo de estrada, é mais constante. Para mim, oscila ainda. Mas já dá para perceber o reconhecimento do trabalho.

     

    ent03

     

    RP – A incansável pergunta sobre o que você prefere: teatro, cinema ou novela?

    GP – O que tô mais gostando hoje em dia é novela. Eu fico encantado com a produção, com todo o poder da máquina da TV Globo. É algo que talvez no cinema ainda não tenha no Brasil. Que pode ser comparado ao que tem lá fora, em Hollywood. É surpreendente e isso tem me chamado a atenção.

     

    RP – Para 2013, que trabalhos estão previstos para você?

    GP – Vai entrar em cartaz, em março, o filme “Colegas”, de Marcelo Galvão, com a participação de Lima Duarte, Marco Luque, Juliana Didone, onde faço o papel de um policial. O filme narra a história de três personagens com Síndrome de Down. Apaixonados por cinema, eles resolvem fugir em busca dos seus sonhos. É um filme bastante premiado, venceu o prêmio de público no 27º Festival da Itália; levou o prêmio de Melhor Filme no festival de cinema em Moscou (Rússia); venceu o prêmio de Melhor Longa-metragem no Festival de Gramado 2012; e foi eleito como Melhor Filme Brasileiro na Mostra internacional de Cinema de São Paulo. Outro filme previsto para este ano, que ainda não tem data para a gravação, é o “Diminuta”, que se passa na Itália. Neste, vou fazer um papel de roqueiro, baterista, bem doidão. E, além do cinema, neste ano pretendo lançar mais um livro e iniciar outro, do qual já tenho a ideia na cabeça.

     

    RP – Você circula com tranquilidade tanto no cinema, teatro como novela e agora na literatura. Como alia tudo isso?

    GP – Eu sempre gostei de escrever. Talvez não me dedicava tanto. Mas depois que escrevi (e protagonizei) o texto “Hamlet Gasshô – Uma Visão Budista”, em 2006, percebi que levava jeito. Aí escrevi um livro para a Coleção Aplauso, “A biografia da atriz Irene Stefania”, e organizei o livro sobre o grupo “Os Satyros”, que levou o Prêmio Jabuti 2011. Agora, acredito que tudo isso faça parte de um movimento só. As coisas se entrelaçam. Ou seja, eu gosto de atuar, em função disso, gosto de montar, imaginar as peças; e por gostar de dirigir as peças, gosto de escrever e assim vai.

     

    RP – Desde o momento que você decidiu sair de Joinville atrás do seu sonho, qual o momento que mais te marcou?

    GP – Com certeza, o primeiro dia em que fui apresentado para o elenco da novela Passione. Ali fiquei bastante nervoso. Na hora da apresentação, virei para o lado e a pessoa que vi? Fernanda Montenegro. Nossa, foi um momento único.

     

    Biografia
    Na Companhia Satyros, participou das peças “A Mais Forte” e “Coriolano”, ambas dirigidas por Rodolfo García Vázquez; em 2000, atuou em montagens como “Retábulo da Avareza, Luxúria e Morte” e “De Profundis”. Em 2006, escreveu e protagonizou o texto “Hamlet Gasshô – Uma Visão Budista”, encenada por Rubens Ewald Filho; escreveu a biografia da atriz Irene Stefania; e organizou o livro sobre o grupo “Os Satyros”. Para teatro, adaptou “O Amante de Lady Chatterley” e redigiu “Rimbaud na África”, sobre a vida do famoso poeta francês. No cinema, atuou em “Salve Geral”, de Sérgio Rezende; “Topografia de um Desnudo”, de Teresa Aguiar, e foi o vilão de “O Menino da Porteira”, de Jeremias Moreira Filho, além de participação no filme “O Doce Veneno do Escorpião”. Estreou na Globo em 2010, na novela Passione; em 2011, voltou ao teatro na peça “Fica Frio”, de Mário Bortolotto. Na sequência, dirigiu o musical “Adoniran Barbosa”, estrelado por Eva Wilma. Em 2012, subiu aos palcos com o musical “O Violinista no Telhado”, ao lado de José Mayer, e participou da novela Guerra dos Sexos. n

     

    Ping Pong

    Um profissional de referência: Tony Ramos
    Um lugar: Londres
    Um trabalho: Passione
    Um livro: Os Miseráveis, Victor Hugo
    Um filme: Os intocáveis
    Um cantor: Frank Sinatra
    Uma música: New York
    Um sonho: fazer grandes trabalhos no Brasil e fora do País

    альпинисты эльбрусновости харькова и украины – атнпроцесс внедрения crm системыacer ноутбукираскрутка сайта предложениеоптимизатор сайтов googleполигон оооtranslation service onlineinstant play casino

    Sem comentários

    DEIXE UMA RESPOSTA

    *