Pai para toda hora!

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    Pai rockeiro, pai atleta, pai médico, pai músico, pai executivo, pai cozinheiro, pai intelectual, pai brincalhão e por aí vai. A lista de características é infinita, afinal, ninguém é igual a ninguém e cada filho ama aquilo que seu pai tem de mais especial. Muitos deles fazem as vezes de pai e mãe, cuidando desde as fraldas ao material escolar e garantindo a comida de todos os dias. Para homenagear estes homens tão especiais, a Premier traz nesta edição uma matéria com eles, os pais de toda hora

     

    Por Marcela Mayrinck Fotos Pablo Teixeira

     

    Diferente da imagem de que pai só saía de casa para trabalhar e trazer o sustento da família, nos dias de hoje cada vez mais pais têm variado suas funções dentro e fora do lar. Chegar depois de um dia cheio de trabalho, sentar no sofá e assistir TV enquanto espera a mulher servir o jantar é uma rotina que está se tornando escassa. Buscando ser mais presentes no cenário familiar e estar perto dos filhos, os homens contemporâneos têm se esmerado em funções que há algum tempo eram obrigação somente feminina, como dar banho, preparar mamadeira ou almoço, levar e buscar na escola, por para dormir, ajudar na tarefa escolar. Mas, segundo nossos entrevistados, tudo isso é feito com muito prazer, pois, para eles, o mais importante é ser efetivo na educação dos filhos, bem de pertinho!

     

    LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE

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    “O ideal é dar curtos intervalos entre um filho e outro, pois assim eles crescem juntos, se tornam amigos e são criados ao mesmo tempo, no mesmo ritmo”

    É com muita satisfação que o Dr. Dorival Kreutzfeld, aos 61 anos, afirma que suas expectativas como pai foram superadas. “Quando eu e minha esposa decidimos ter filhos, eu pensei que ia ser difícil, nunca imaginei que seria tão fácil”, conta ele. Ao perguntarmos “por que tão fácil?” ele respondeu que o segredo está em por limites desde o começo. “Quando meus filhos Stephan (29) e Thammy (28) eram crianças e tinham uma briga ou discussão, nós não interferíamos, apenas dizíamos para eles se resolverem até chegarmos em casa”, conta o pai coruja, que também vê no exemplo umas das melhores maneiras de educar os filhos. “É muito óbvio, se o seu filho não te vê fumando, é provável que ele não irá fumar”, ressalta, pontuando que nenhum dos dois fuma ou consome bebidas alcóolicas.“Sempre dei liberdade, mas em troca exigi responsabilidade”. Ambos seguiram a profissão de Dorival e sua esposa, Helena, que são médicos obstetras e ginecologistas, mas ele diz que não influenciou diretamente na escolha: “o único conselho que dei foi referente à especialidade, visando mais qualidade de vida para eles”. O médico explica que teve que abandonar a obstetrícia para ficar mais próximo dos filhos. “Foi na adolescência deles que consegui arranjar mais tempo para passarmos juntos, fosse em casa, fosse no nosso hotel, no alto da serra. Também sempre valorizei o contato com a natureza, evitando televisão e computadores. Aliás, nunca coloquei TV nos quartos deles.” Ele ainda relata que preza pela alimentação saudável e o desapego material. Uma boa dica, segundo ele, é dar curtos intervalos entre um filho e outro, pois assim eles crescem juntos, se tornam amigos e são criados ao mesmo tempo, no mesmo ritmo. “Até hoje somos muitos unidos, eles gostam de sair conosco para jantar fora e, de vez em quando, nós cuidamos dos netos”, comemora.

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    Pai rigoroso, como ele mesmo se denomina, Dorival fez os partos dos dois netos e diz que é uma experiência única. E vendo o filho com suas crianças, ele brinca: “acredito que meu filho é um bom pai, mas, se comparado a mim, um pouco bonzinho”.

     

    Preocupação com sensibilidade

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    “Acordo quatro ou cinco vezes à noite e vou ao quarto do Bruno para ver se ele está dormindo ou bem coberto, e sempre choro nas reuniões escolares”

     
    Ser pai sempre foi um sonho para o Dr. Fabrício Scaini, que aos 38 anos, cuida do pequeno Bruno, de seis. “Nunca cogitei a ideia de não ter filhos. Claro, quando e eu minha esposa decidimos, de fato, ter um bebê, tive um pouco de medo da responsabilidade, de não saber educar e prover”, lembra Fabrício. Mas pelo jeito tem dado muito certo, Bruno é uma criança super inteligente, segundo o pai. “Ele adora ler e nós incentivamos, já até fizemos a assinatura dos gibis da Turma da Mônica”, conta Fabrício, dentista e professor de odontologia na Univille, que, além de brincar e ajudar nas tarefas, gosta de cozinhar para Bruno.

    Para ele o mais importante na formação é construir caráter, ensinar princípios de honestidade e moral e a distinguir o certo do errado. “Eu recebi uma educação muito boa dos meus pais e sou muito grato a eles, tento passá-la para o Bruno, mas com algumas adaptações, já que as crianças de hoje têm muito mais acesso à informação e um ritmo mais acelerado que o nosso”diz o dentista, que se considera um pai educador.

     

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    Antes de dar o castigo, Fabrício faz questão que o filho saiba exatamente o porque está sendo castigado. “Ele já tem tanta noção das coisas erradas que faz, que quando tem reunião na escola, já nos adianta o que as professoras irão falar”, brinca. Uma das regras das quais o pai não abre mão é colocar Bruno na cama, no máximo, às 20h. Segundo Fabrício, o menino acorda muito cedo e precisa de pelo menos 10 horas de sono para acompanhar o ritmo puxado: passa o dia todo na escola, no final da tarde os pais se revezam para buscá-lo e à noite é o momento em que pai e filho passam juntos, jantam e brincam um pouco. Preocupação constante faz parte da vida de Fabrício, ele acorda quatro ou cinco vezes durante a noite para conferir se Bruno está dormindo ou bem coberto. Ao longo da entrevista descobrimos que, além de educador, Fabrício é um pai muito sensível. Ele conta que até chora nas reuniões escolares. “Ter filho é caro, não é fácil, exige dedicação e paciência, mas vale à pena”, finaliza orgulhoso.

     

     

    Regras, diálogo e muita diversão

     

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    É muito importante dar liberdade aos filhos, pois assim eles se sentem importantes e se tornam pessoas independentes”

    O primeiro filho foi uma surpresa para AlexandreTireck, engenheiro civil e proprietário da Portobello Joinville. Ele conta que, quando o casal decidiu ter filhos, sua esposa foi a um ginecologista em Curitiba fazer avaliação e o médico falou: “olha, seu útero está bem rosado, eu acho que você já está grávida”. “Foi uma surpresa bem agradável, descemos a serra meio bobos”, diz Alexandre. Ele confessa que sua vida mudou completamente depois da chegada de Marcelo e, três anos depois, de Cristina: “Tivemos que parar de sair, final de semana era mais em função deles. Nos mudamos para um prédio onde havia 44 crianças e espaço para brincar. Morava muita gente conhecida, então, quando uma mãe precisava sair, outra cuidava das crianças”, conta, com muito saudosismo. Ele ainda completa que os pais organizavam torneios de futebol, festas e churrasco de aniversário: “foi uma maneira de estarmos sempre presentes na vida dos pequenos”.

     

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    Ter dois filhos foi uma escolha, devido às condições decorrentes àquela época “tanto financeira quanto afetivamente”, diz o pai, que comemora mais uma vez quando cita o nascimento da filha.

     

    “Nós queríamos ter um casal e mais uma vez Deus nos ajudou”. Alexandre, que se vê como um pai maleável, ressalta que sempre procurou não se impor, mas sim, ensinar o comportamento correto e a seguir regras. Ele diz que seus filhos tinham hora certa para comer, brincar, fazer as tarefas escolares, tomar banho e dormir. “Isso fez com que eles entendessem quais eram seus direitos e deveres.” No papel de pai, Alexandre buscava sempre ensinar seus filhos a não ser egoístas, o que era outra vantagem do lugar em que cresceram, entre várias outras crianças. “Ao mesmo tempo, nós dávamos liberdade para eles se tornarem pessoas independentes. Afinal, é fundamental respeitar a individualidade”, afirma o engenheiro. Quando questionado a respeito de suas expectativas, ele faz uma ressalva: “Pai nunca descansa, sempre quer fazer mais pelos filhos, é uma preocupação constante.” E em seguida, com um sorriso no rosto, se diz muito realizado.

     

    Companheirismo e amizade

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    “O que elas mais gostavam era quando brincávamos de castelinho, eu, a Fernanda e a Ana Luiza montávamos para a Mariana derrubá-lo. Também era sagrado irmos ao Driville para comer sanduíche no carro”

     

    Para Luiz Antônio Selbach, que aos 64 anos é proprietário da Selbetti e pai de três filhas, as expectativas com a experiência de ser pai também foram superadas. Fernanda (37), Ana Luiza (32) e Mariana (30), são a razão de tanta felicidade para o empresário, que confessa que ter filhos era umas das suas prioridades. Ele ainda diz que quando se tem filhos, a vida se torna melhor: “é um complemento, uma necessidade, não vejo uma pessoa completa sem a paternidade”. 

    Apesar da rotina puxada de trabalho – naquela época ele era gerente de uma multinacional e viajava direto – Luiz tentava participar da vida das meninas, brincando e acompanhando os estudos. “O que elas mais gostavam era quando brincávamos de castelinho, eu, a Fernanda e a Ana Luiza montávamos para a Mariana derrubá-lo”. Outros programas da família eram viajar para Termas do Gravatal e, quando estavam em casa, tomar banho juntos na banheira: “era uma festa”. E todos os domingos à noite eles iam comer sanduíche no Driville: “ali ficávamos dentro do carro, comendo, bebendo e conversando”.

     

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    Mas é claro que nem tudo eram rosas, às vezes era necessário chamar atenção, e ele o fazia sem precisar aumentar o tom de voz. Quando as filhas iniciavam uma briga, era só assoviar que elas paravam no mesmo instante. Ainda assim, Luiz afirma que não precisa ser muito severo: “elas sempre foram muito sensatas, não me davam motivos para discutir ou prendê-las, permitiram que eu fosse um pai liberal”.

    Quando chegaram à adolescência, ele fazia questão de levar e buscar nas festas, “as filhas e todas as suas amigas”, diz, explicando que assim se sentia mais tranquilo. Um dos orgulhos dele é a união entre elas, pois conta que sempre foram amigas e saíam juntas: “Uma ajuda a outra nas suas crises, dificuldades pessoais, financeiras, etc”. Segundo Luiz, isso é devido ao exemplo dado pela família, que sempre foi unida. Atualmente, ele vive com a esposa, mas está bem perto de suas “meninas” e visita diariamente os netos João, de sete anos, e Pedro, de três. “Sou um avô coruja, só deixo de ir lá quando tenho um motivo de força maior.” Ao final da entrevista, ele deixa uma mensagem para os indecisos: “se você está em dúvida, seja pai”.

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