A Feira do Príncipe: prenúncio de novos tempos?

A Feira do Príncipe: prenúncio de novos tempos?

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cronica

Por Guilherme Gassenferth  Foto Guilherme gassenferth

 

Joinville voltou a ter uma feira de rua. A Feira do Príncipe tem cerca de 300 feirantes e recebe uma média de 20 mil visitantes por edição. Todos os segundos domingos de cada mês o joinvilense poderá ir às imediações da Rua do Príncipe para comprar itens de brechó, artesanato, obras de arte, produtos coloniais, comidas, antiguidades, livros e também para assistir às apresentações culturais na praça.
E por que a Feira do Príncipe se reveste de grande importância? Não apenas porque se iguala às cidades que possuem feiras de referência, como Curitiba e sua Feira do Largo da Ordem ou Paris, com Montmartre. Não só porque é mais uma opção numa cidade que carece de mais espaços culturais e de lazer. Não somente porque reforça que o joinvilense quer divertir-se nas ruas e nas praças. Mas principalmente porque poderá converter-se em um marco inicial de uma mudança de paradigma no desenvolvimento da cidade: o foco na economia criativa.
Um relatório publicado pela UNESCO sobre a economia criativa em 2013 dá evidências da importância crescente deste novo paradigma econômico. É um modelo que abrange desde áreas culturais mais tradicionais como artesanato, artes plásticas, dança, cinema, teatro, música e literatura, bem como as áreas que dependem da criatividade como principal ativo: o design, a moda, a gastronomia, a publicidade, a indústria de softwares e jogos, entre outros. Na Feira do Príncipe, praticamente todas estas áreas citadas se encontram.
A economia criativa catalisa diversas áreas que orbitam em torno da produção criativa. Para dar um exemplo, cito a música. Uma cidade que possua um setor musical efervescente estará pagando préstimos às empresas de equipamentos e serviços de sonorização, de propriedade intelectual, de fabricação de discos, de fabricação e comercialização de instrumentos musicais, de design (para as capas dos discos), de publicidade, de produção cultural, de efeitos visuais (para as apresentações), de locação de espaços para eventos, e por aí vai. Sem mencionarmos os tributos que toda esta movimentação gera aos governos, os empregos e os trabalhos gerados e a injeção de recursos na economia da cidade a partir dos ganhos que os músicos auferiram.
Esta nova estratégia de desenvolvimento econômico está aí, batendo à porta da cidade. A economia criativa é benéfica à Joinville – com criatividade, os desafios cotidianos são resolvidos mais facilmente e os potenciais positivos podem ser melhor aproveitados. Ganham a cultura e o turismo. A economia se diversifica e os riscos conjunturais diminuem. O joinvilense passa a ter mais opções de lazer. Joinville atrai mentes criativas, o que nunca é demais. E um novo ciclo virtuoso se instala.посуда биолprofessional translatorsвозрождение дц продажа ноутбукареклама машинcms 1c-битриксигр трансформеры праймtranslating english to russianдитяча кухня

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