Arte do cotidiano

Arte do cotidiano

Com foco na reflexão social, o artista joinvilense Fabrício Silva retrata o olhar humano

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Um retrato reflexivo do cotidiano. É dessa forma que o artista joinvilense Fabrício Silva resume sua obra. Focado em registrar as faces do olhar humano, o pintor exibe em sua mais recente série, intitulada “Vida”, uma crítica social, que faz referência, principalmente ao momento político brasileiro e a constante necessidade de se estar conectado. “Meu principal objetivo é trazer temas do cotidiano para convidar os espectadores de minha obra a pensar. Tento, sobretudo,  mostrar ao mundo como o vejo”, afirma.

Segundo ele, a vocação artística sempre existiu. “Foi algo muito natural, uma inclinação que tive desde criança, visto que sempre estive a desenhar e pintar em todo o tempo livre. Assim, sempre busquei o aprimoramento desta aptidão, desenvolvendo, principalmente o desenho acadêmico com foco na anatomia humana e animal”.

Olhar apurado

Embora tenha Bacharelado em Direito e exerça a profissão de advogado de forma paralela, Fabricio está inserido no mundo das artes desde 1999, quando iniciou seus estudos em desenho artístico e pintura de óleo sobre tela. Já em 2002, iniciou o aprendizado na técnica de pintura sobre porcelana. “Minha maior preocupação como artista é fazer sempre o meu melhor, estar sempre atualizado com o circuito profissional de arte, atento ao que acontece no cenário nacional e internacional, tentando sempre desenvolver o melhor trabalho possível”, garante.

Tendo se especializado em retratos, o artista cria suas coleções em telas de algodão com tinta à óleo e vê no olhar humano uma forma de representar a alma de cada indivíduo. “Acredito que retratar faces seja o caminho para uma grande obra, o que, aliado ao domínio cirúrgico da técnica, é, a cada obra, uma oportunidade de me superar”.

Desde 2003, quando formou-se como professor no Atelier Esther Batista, Fabrício ministra cursos de desenho artístico e óleo sobre tela e atua como professor demonstrador em eventos nacionais e internacionais. Além disso, ministra seminários diversos, com temas que abordam a pintura das figuras humana e de animais, em óleo sobre tela e também porcelana, tendo participado de exposições coletivas no Brasil e na Europa e atuado em vários ateliers particulares na Itália, França e Portugal.  Em 2005, recebeu a certificação de professor membro da “World Organization of China Painters”, Organização Mundial de Pintores em Porcelana, com sede nos Estados Unidos.

Sobre seu modo de trabalho, Fabrício revela: “Trabalho com muita honestidade, respeito, compromisso ético e humanitário para com a sociedade, meus investidores/colecionadores e o legado artístico mundial, visto que somos a história a ser contada no amanhã”.

Cenário artístico joinvilense

Mesmo tendo vivenciado o meio artístico fora da cidade, Fabrício acredita no potencial de Joinville para as artes. “Principalmente pelos grandes artistas que a cidade possui, assim como os que já se foram, mas deixaram um grande legado. Entretanto é preciso sempre estar atento ao cenário/circuito nacional e internacional, para que Joinville esteja cada vez mais integrada ao mercado de arte nacional e internacional, fomentando grandes negócios e oportunidades e promoção de nossa cultura”, diz.

Para conferir um pouco do trabalho do artista, que incluem peças como o “Retrato do Político Brasileiro” e a obra “O que sobrou de mim” – um registro social com a imagem de uma mulata prostituída e corrompida pela corrupção e pela sujeira do dinheiro, vale a visita à loja da Natuzzi Joinville, onde Fabrício está expondo até o final do ano.

Abaixo mais algumas obras do artista.

 

 

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