Bicho ou gente?

Bicho ou gente?

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De tratamentos de beleza a relaxamentos e serviços de primeira linha, os dogs da alta sociedade levam uma vida repleta de mordomias, com direito a recursos antes usados  para humanos

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

Coleiras de ouro, diamantes e pérolas; cabeleireiro; pintura de unhas, massagem e até jatinho particular para animais. Isso e muito mais faz parte da rede de produtos e serviços de luxo que dão aos bichinhos padrões de vida muitas vezes mais elevados que os de um ser humano.
A veterinária Ana Carolina Oliveira, que há 11 anos convive com clientes apaixonados por seus pets, alega que o fato das pessoas viverem uma rotina cada vez mais acelerada faz com que se distanciem umas das outras e contribui para um maior apego aos bichos. “Assim, o cão ou o gato torna-se cada dia mais presente na vida de todos, suprindo sentimentos e companhias que não temos mais tempo para cultivar”, defende. Tanto luxo e regalias, claro, são acessíveis ao público classe A ou, no máximo, B. Ana explica que essas famílias se dispõem a gastar o que for necessário para proporcionar melhor qualidade de vida ao seu animal de estimação.

 

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Seguindo a máxima “O cão é o melhor amigo do homem”, a veterinária confirma que tais carinhos são muito bem correspondidos, pois animais sabem reconhecer quem gosta ou não realmente deles. Ana complementa que eles também estão se tornando mais humanizados, perdendo os instintos naturais (animais) que tinham anteriormente.
Quanto aos mimos, a profissional garante que, desde que não prejudiquem o pet ou o convívio da família, são muito bem-vindos. Então, caso você seja um adepto da boa vida aos bichos, veja as novidades do mercado para seu amigo de todas as horas.

 

Jato particular para cães: para não deixar seu companheiro de quatro patas viajar dentro de uma gaiola no bagageiro, a empresa londrina Victor oferece a solução com o class furs, compartimento especial que dá direito a assento e serviço de bordo. Ou seja, proporciona ao animal o mesmo conforto de seus donos, que enquanto isso, viajam na classe  para pessoas.

 

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Colares e coleiras de luxo: acessórios que antes eram vistos apenas como instrumento de necessidade vêm ganhando novo conceito e glamour. Exemplo disso é o colar para pets mais caro do mundo, que custa “apenas” 3,2 milhões de dólares. O “Amour amour” é cravejado tridimensionalmente com 1.600 diamantes, totalizando 24 quilates. Para os menos afortunados, a alternativa é a coleira da Gucci, feita em couro e trabalhada a mão e com acabamento na cor rosa brilhante. Mais charme fica por conta do laço com um pingente de coração. Este agrado custa em torno de 260 dólares.
Pet Hotel de luxo: Além dos estabelecimentos que cobram diárias e oferecem cuidados aos bichinhos, existe um hotel desenvolvido exclusivamente para cães. O D Pet, em Nova Iorque, tem academia de ginástica, três parques, refeições balanceadas com alta gastronomia, spa e até motoristas para os caninos. A rede também possui uma filial em Los Angeles.

 

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Restaurante de luxo para pets: Cães e gatos alemães não terão mais que matar a fome em potinhos com restos de comida servidos nos fundos do restaurante. Pelo menos não em Berlim, onde foi instalado o Pet Deli. Os buffets mostram várias opções de “pratos” preparados para fugir das rações vendidas em mercados e oferecer alimentação de melhor qualidade para esses quadrúpedes.
Exageros à parte, a empresária joinvilense Mara Meyer da Luz trata muito bem suas cadelas, Amélia e Abigail, que têm um cantinho no quarto do casal para dormir, em almofadas revestidas com lençóis de fio egípcio, cobertores e ar-condicionado. Na tigela, frango de forno com macarrão e, para sobremesa, sorvete Häagen Dazs e chocolate. “Aproveito que faço tecidos cirúrgicos para ajudar uma entidade e produzo os forros para as almofadas delas”, conta Mara, que faz uma ressalva: “Não tem muito luxo, não gasto com joias, mas prezo sempre pelo conforto”.

 

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Humanizar os animais é uma tendência da sociedade atual, que, conforme explicado pela veterinária Ana Carolina, vem se tornando carente de afeto e contato. “Fica difícil dizer se isto é bom ou não, pois as opiniões divergem bastante”, afirma Ana, que defende que o pet deve ser motivo de alegria, e não de incômodos ou desavenças entre as pessoas.ситуациядоска размеры ценацентр духовный возрождение отзывыасус планшетоптимизация петербургключевые слова адвордскруиз по водам СредиземноморьяОптимизация структурыslot games

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