Brindando a vida

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Fugindo do clichê de que só os vinhos importados são realmente bons, algumas cidades do Rio Grande do Sul se destacam na produção da bebida e mostram que o Brasil tem espaço cada vez maior neste ramo, além de serem destino preferido dos viajantes devido às suas belas paisagens e atrações culturais

 

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Por ser a reg ião brasileira mais favorável ao cultivo da uva, matéria-prima do vinho, o sul possui roteiros especiais para os apreciadores e amantes desta iguaria. Mais especificamente no Rio Grande do Sul, o Vale dos Vinhedos representa o legado cultural, histórico e gastronômico deixado pelos imigrantes italianos que ali viveram. É nestas redondezas que ficam as cidades mais famosas pelo enoturismo no estado, como Bento Gonçalves e Garibaldi, que são parte da conhecida Serra Gaúcha e antigamente eram colônias de Cond D’Eu e Dona Isabel, respectivamente. O município de Monte Belo do Sul também faz parte do roteiro.
Conciliado com a herança deixada pelos ancestrais europeus, o lugar dispõe de técnicas modernas para a produção de vinhos finos. Tudo pode ser constatado no itinerário turístico, que engloba passeios por vinícolas de diversos portes, cantinas familiares e até grandes empresas internacionais.

 

 

 

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Turismo Gastronômico
Com mais de 300 vinícolas que produzem variados tipos da bebida, é claro que não poderiam faltar casas especializadas em refeições especiais para ser apreciadas com vinho. Sugestão para começar bem o dia é a Giordani Gastronomia Cultural, onde o visitante pode saborear alimentos produzidos pela família que dá nome ao local, prática comum por ali. Entre as opções estão a cuca, queijos, embutidos, geléias, grostoli (tradição da mesa italiana, que pode ser feito com massa de pastel, conhecido também como orelha de gato aqui no Brasil) e um delicioso e puríssimo suco de uva. A paisagem? Uma casa de madeira que dá a sensação de aconchego, principalmente no inverno, quando o destino é mais procurado. Lá também é oferecido almoço aos fins de semana.
Se você deseja uma refeição mais completa, a Casa di Paolo remete ao lar da mamma: decoração completamente italiana e mesa farta. Eleito o restaurante com o melhor galeto do Brasil pelo Guia Quatro Rodas, serve todos os tipos de massas, além de polenta, queijo, salada e a típica sopa de agnolini.
Antepasto, entrada, primeiro prato, segundo prato e sobremesa… ufa! É aconselhável reservar boa parte do dia ou da noite para passar no Restaurante Valle Rústico, que segue o modelo de slow food, onde o cliente degusta sem pressa as delícias da culinária de horta própria com variados temperos e ervas, enquanto toma vinho da melhor qualidade. Como se tanto conforto e bem-estar não bastassem, a vista para as parreiras é maravilhosa. Se quiser conhecer, fique atento, pois o Valle Rústico abre para jantar de quarta a sábado, e aos domingos para almoço.

 

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Melhores companheiros do vinho, os queijos podem ser encontrados na maioria dos cafés e restaurantes. Para ir mais fundo no rastro dos laticínios, vale a pena visitar a Queijaria Valbrenta, que produz queijos artesanais em baixa escala – é a menor casa gaúcha do ramo com Inspeção Estadual. Ótima opção para acompanhar vinhos, licores, espumantes e até mesmo um cafezinho, já que as variedades são muitas.
Para levar de lembrança ou experimentar ali mesmo, há também os biscoitos da Itallini Biscoiteria, cujas massas são naturais, cremosas e chegam a derreter na boca, se harmonizando com os vinhos licorosos. Aliás, até seus contra-rótulos trazem indicações de harmonização com a bebida.
Há ainda restaurantes e hotéis que realizam jantares e almoços harmonizados em feriados, datas específicas, ou até mesmo mediantes agendamento para grupos.

 

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Atrações à parte
É possível apreciar as paisagens de Bento Gonçalves e Garibaldi também pelo passeio na Maria Fumaça, que recebe os turistas com degustação de vinhos e mostra como viviam os imigrantes italianos. São 23 quilômetros de percurso, portanto pode-se conhecer bastantes pontos turísticos e históricos deste trecho da Serra Gaúcha. No desembarque, a recepção é feita com música e festa, regada por espumantes de uva moscatel e suco de uva. Deste ponto, o trem segue para o final do tour, em Carlos Barbosa, com show de música italiana.
As aventuras e dificuldades que os imigrantes enfrentavam ao saírem da Itália e virem para o Brasil e a história real do casal Lázaro e Rosa podem ser revisitadas no Parque Temático Epopeia Italiana. Em nove ambientes, atores convidam o visitante a voltar ao passado, com apresentações em horários pré-determinados.

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Ainda em Bento Gonçalves existe uma área preservada que mostra como os italianos se viravam para sobreviver, sem muitos recursos, à época da imigração. Valores como trabalho, religião e família são perceptíveis nas obras dos Caminhos de Pedras, espécie de museu vivo com construções levantadas por aqueles trabalhadores. Entre elas estão a Casa de Doces Predebon, agroindústria feita de tijolos maciços à vista que produz e vende, no porão de pedra da família, variados quitutes de frutas. A moradia Casa Righesso data de 1889 e representa bem como os imigrantes se viravam para ter um teto, pois foi construída com pedras de basalto irregular pretas e unidas entre si com uma mistura de feno, palha de triho e estrume de vaca. Por ser um lugarejo diversificado, os Caminhos de Pedras abrigam também a Casa de Erva-Mate, Casa de Tecelagem, Casa da Ovelha, Casa do Tomate, restaurantes e até uma pousada, que foi residência da família Di Marchi.
Para quem prefere contato mais próximo com a natureza, a sugestão é o Valo do Rio das Antas, onde a beleza encanta os olhos com rios, montanhas e a Ponte Ernesto Dorneles (também conhecida como Ponte do Rio das Antas), em arcos paralelos suspensos, uma das maiores do mundo. Interessante também é o caminho que as águas dos rios fazem em volta do morro, formando uma ferradura em meio ao cenário natural exuberante. Além de abrigar as instalações da Salton, o local é um convite à boa mesa, com restaurantes, cantina para degustação de licores, vinícolas e até alambique. No Café Colonial Per Tutti i Gusti, pode-se experimentar pães e biscoitos italianos e a típica torta tirolesa.
O Vale dos Vinhedos e as atrações em seu entorno recebem viajantes o ano inteiro, com portas – e garrafas – abertas. Vale muito conhecer, afinal, nada como valorizar o que é nosso, com um misto de traços brasileiros e europeus.

 

Não deixe de conhecer por:

 

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Volnei Bastos, 31 anos, empresário, foi para Bento Gonçalves em fevereiro de 2014 com a noiva Indianara Kaluzny, 21 anos, estudante de Negócios Internacionais.
Ficamos de quinta à segunda-feira na pousada Tasca, prestigiando os eventos preparados pela vinícola Dom Cândido. Fizemos essa viagem para a rota dos vinhedos, pois gostamos de um bom vinho, e essa é uma região famosa por ter várias vinícolas de qualidade. No passeio tivemos uma experiência única, que foi passar no meio dos vinhedos fazendo a colheita, depois pisar nas uvas e degustar toda a linha de vinhos que a Dom Cândido nos ofereceu, conhecendo assim todo o processo de vinificação. Fizemos o curso completo com almoço e jantar harmonizados.
Todos os vinhos e espumantes que provamos no vale foram de altíssima qualidade, equivalendo a qualquer produto importado dos países vizinhos. Mas o que mais chamou a atenção foi a qualidade dos espumantes produzidos na região. Um restaurante que gostamos foi o “Mamma Lourdes”, que atende somente com reservas e serve pratos típicos italianos, como sopas, galetos massas entre outros. Realmente gostamos muito de conhecer a rota dos vinhos e de ter participado da vindima. Recomendamos esse passeio a todos que querem degustar um bom vinho e comer uma bela comida italiana!

 

 

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Rosane Duarte Maia, 50 anos, professora de Artes e consultora de viagens. Esteve no Vale dos Vinhedos em setembro de 2011.
Já tinha visitado Gramado e Canela em outras ocasiões. Mas, desta vez aproveitei para conhecer esse pedacinho a mais do sul do Brasil. A tranquilidade da vida rural e a hospitalidade das famílias convidam ao desfrute do Vale dos Vinhedos.  O que me chamou a atenção mesmo foram as simpáticas, aconchegantes e charmosas pousadas, que atendem as diferentes preferências dos visitantes. Fui motivada a visitar essa região de riqueza cultural, histórica e gastronômica deixada pelos imigrantes de origem italiana, principalmente pela beleza natural no percurso feito de trem, na famosa Maria Fumaça. O passeio é emoldurado pela encantadora paisagem apreciada no percurso entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa e há vários grupos folclóricos fazendo apresentações e encenando histórias dentro dos vagões. Amei! Em Bento Gonçalves os visitantes são recepcionados com uma degustação de vinhos da região do Vales dos Vinhedos. Os vinhos? Ah! Eles não perdem em nada para os franceses, italianos e argentinos. E, nas visitas às vinícolas, tive a oportunidade de conhecer melhor um pouco do cultivo dessa bebida secular. Em relação aos restaurantes, indico o Maria Valduga, localizado no complexo enoturístico Villa Valduga. Serve o cardápio típico italiano completo ou reduzido, no sistema de rodízio. A carta de vinhos é composta por vinhos e espumantes da Casa Valduga e suco de uva Casa de Madeira.wobsкласс лобановский александр лобановский компромат Техотдел Компанияпродвижение сайтов полтаваавторегистрация сайта в каталогахресторан никас фотоотзыв написатькак обмануть полиграф методы противодействия технология спецслужб

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