Diversão ao ar livre

Diversão ao ar livre

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Cada vez mais visado, o ecoturismo é uma ótima opção para quem gosta de relaxar entre árvores, montanhas, rios e cachoeiras, onde o único barulho vem do canto dos pássaros e da queda das águas. O leque de atividades de lazer nesses lugares é enorme, e Santa Catarina nos brinda com tudo isso

 

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Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

Com opções tanto para o inverno quanto para o verão, o ecoturismo tem sido escolha de muitas pessoas no mundo inteiro que, ao invés de destinos metropolitanos, vão para reservas naturais descansar, principalmente, a mente. E para curtir o que é considerado como férias dos sonhos, não é preciso ir muito longe, pois, fazendo jus às características do Brasil, que é o país com a maior biodiversidade do planeta, Santa Catarina dispõe todas as opções para quem curte e quer estar próximo à natureza.

 

Apenas nos arredores de Joinville é possível desfrutar de passeios em trilhas, hotéis fazenda, praticar rafting, rapel, montanhismo e até cicloturismo. Aproveitando tudo que a natureza oferece, o ecoturismo é focado no ambientalismo, ou seja, na preservação e conservação do meio-ambiente. É através dele que a convivência direta entre o ser humano, a flora e a fauna se torna possível, criando uma relação de respeito, harmonia e, claro, diversão. Esse é dos motivos pelos quais é o segmento que mais cresce no mundo. De acordo com o Ministério do Turismo, enquanto o turismo convencional apresenta 7,5% de aumento ao ano, o ecoturismo chega a 20%. Isso colabora também para que as pessoas fiquem mais esclarecidas e conscientes quanto às questões relacionadas à ecologia e ao desenvolvimento sustentável.
É por valorizar as belezas do nosso país e, principalmente, do nosso estado, que selecionamos destinos perfeitos para relaxar a dois, com amigos ou com a família.

 

Diversidade
O título de maior biodiversidade do mundo se deve às 20% de espécies da terra, aos 800 mil quilômetros quadrados de área protegida, aos 69 parques nacionais e duas das sete maravilhas do mundo, que são as Cataratas do Iguaçu e, como não poderia faltar, a Floresta Amazônica. Além disso, o Brasil ainda abriga 230 etnias indígenas que falam (pasmem!) 182 línguas diferentes.

 

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Começando do básico
Quando se fala em passeio no campo, as trilhas são uma das primeiras coisas que vêm à mente. Afinal, elas são abertas a todo tipo de público por não exigir muita coragem ou fôlego, dando as opções de correr ou apenas caminhar enquanto se observa a paisagem e, com sorte, até topar com alguns animais silvestres. Antigamente usadas como caminho para os viajantes na falta de outros meios de transporte, elas apresentam diferentes níveis de dificuldade que variam conforme a inclinação e condições do solo.

A região de Bombinhas dispõe de trilhas ecológicas, como a Trilha da Tainha, que se enquadra no nível fácil e proporciona uma bela vista das praias, além de um abrigo de pedra no caminho, onde eram feitos os barcos de madeira na época em que o local foi povoado. Já a Trilha da Costeira de Zimbros possui maior grau de dificuldade e seu percurso pode durar até sete horas. Há três opções para a Costeira, sendo que uma fica apenas no município de Bombinhas, outra entra em Porto Belo e a terceira faz a volta pelo mar e integra passeios de barco, organizados pelos pescadores da praia de Ponta Grande. A vista é simplesmente bucólica, misturando o verde da mata com o azul do mar das várias praias ao longo do percurso. Interessante até para reviver um pouco de história, a Praia da Lagoa (uma das que fazem parte do percurso) possui ruínas de construções antigas, dentre as quais uma apresenta um buraco bem ao centro. A origem ainda é desconhecida, mas causa grande curiosidade. Na Praia Triste, que recebeu esse nome por ser onde os navios separavam as famílias de escravos, há a presença de sambaquis, oficinas de panelas e bugres.
Chegando em Garuva, há a trilha do morro do Monte Crista, cuja subida, de mais de 900 metros, leva cerca de sete horas e possui alto grau de dificuldade, apesar do trajeto ser formado por uma “escada” de pedras. O resultado compensa, pois a vista do topo é simplesmente espetacular, envolve a Baía da Babitonga e, bem de longe, o centro de Joinville.
Já a subida do Castelo dos Bugres é mais branda, dura cerca de uma hora e meia e, no topo, sua forma chama a atenção pelas quatro pedras sobrepostas, passando a impressão de que alguém as colocou assim, uma cima da outra. Lá do alto o espetáculo fica por conta da paisagem e das cores do céu.

 

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Uma casinha de sapê
Para aproveitar os dias livres se refrescando em rios ou piscinas, brincando e convivendo com animais e respirando ar puro, a melhor pedida são pousadas e ranchos, que têm quartos confortáveis e refeições, mas não abrem mão dos aspectos rurais, que, aliás, são seus pontos fortes. O Rancho Oliveira, escondido entre as árvores de Garuva, é um refúgio para férias, feriados e até mesmo finais de semana. A área preservada aos pés da Serra do Mar é cercada por rios de água cristalina e mata nativa, onde os visitantes podem se acomodar em chalés, avistar belas cachoeiras e até pescar. O Rancho Oliveira recebe hóspedes durante todo o ano mediante reserva.
Aberto para visitação aos sábados, domingos e feriados, o Rancho Alegre, na estrada do Piraí, recebe grupos para fazer piqueniques, cavalgar ou apenas relaxar nos seus lindos jardins. O local dispõe de pôneis, minivacas, cavalos, jumentos, galinhas, perus e aves exóticas, coelhos, ovelhas, cabras, porcos, faisões, pavões, patos, marrecos e outros diversos tipos de aves aquáticas. Indo de encontro ao convívio com a natureza, o rancho é também um centro de estudos sobre alimentação saudável devido às suas frutas típicas e verduras orgânicas. Outro contato direto com a natureza possível no Rancho Alegre é a caminhada pela mata que cerca o local.
E já que estamos falando em ranchos, que tal um com vitórias-régias gigantes? O Vitória Régia, em Corupá, possui um lago com essa planta aquática que chega a atingir 2,5 metros de diâmetro por 7,85 de circunferência e já foi considerada a maior do Brasil. O visitante tem a oportunidade de curtir a paisagem que remete aos bosques encantados de filmes, com árvores frutíferas, plantas e animais, e sentir o perfume das vitórias-régias, que florescem apenas uma vez por dia e fecham pela manhã. Com área preservada de 2,5 mil metros quadrados, o lugar também saúda os turistas com ninfeias coloridas e bromélias cercando a lagoa repleta de tilápias, traíras, cascudos e carpas ornamentais. Lá o silêncio é quebrado apenas pelo som dos grilos, do coaxar dos sapos, do cacarejar das galinhas e do pulo das rãs na água. Em outra área do sítio, as atrações são o tanque de tartarugas e jabutis, os marrecos, patos, coelhos, galos e galinhas que circulam livremente entre os visitantes. Para agradar o paladar, recomendamos o já famoso Strudel da Oma, que é vendido congelado em vários sabores.

 

Nas águas
O rafting é outra ramificação do ecoturismo, procurado pelos mais aventureiros e destemidos. A adrenalina vai a mil ao descer de corredeiras em botes infláveis, e para esta façanha basta ir até Ibirama, no Vale Europeu, e usar e abusar das correntezas do rio Itajaí-Açu, que é considerado um dos melhores do país para esta prática. Comandos como “direita ré”, “frente forte” e “piso” são comuns de se ouvir neste esporte, e a chuva não é um obstáculo, pois a ordem é se molhar (desde que não esqueça de levar uma muda de roupas e objetos de higiene pessoal). A vista de parte da Mata Atlântica, que cerca a região, é um atrativo a mais.
No mesmo lugar, fora da água, tem a maior tirolesa urbana do país, que pode ser feita durante o dia ou à noite, para aproveitar a paisagem e avistar algumas das lindas cachoeiras que preenchem a paisagem. Trata-se do Vale das Cachoeiras, com suas mais de 150 cascatas onde é possível tomar relaxantes banhos e, nas pequenas propriedades locais, saborear um café colonial e almoço com comidas típicas da região.
Na cidade de Presidente Getúlio se localiza a Cachoeira Tabarelli, que chama a atenção por ter a forma de um grande cânion e pela altura de sua queda: 47 metros. Voltando a Corupá, destino certo é a Rota das Cachoeiras. São 14 quedas deslumbrantes distribuídas em 1.156 hectares que abrigam mais de 190 espécies de plantas que compõem a Floresta das Araucárias e a Mata Atlântica. Uma delas, a Cachoeira Salto Grande recebe este nome por ter 125 metros de altura e ser a maior da trilha conhecida como Passa Água, onde se destaca também a Cachoeira dos Três Patamares, cujas espumas a tornam semelhante a um véu. Para complementar o cenário, a presença do sabiá, do tucano-do-bico-verde, do macaco-prego e do bugio-ruivo encanta ainda mais os visitantes. Em meio a todo esse desfrute ecológico o turista conta com estacionamento, banheiros com chuveiros e churrasqueiras.

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Descendo pelas paredes
Explorando ainda mais as cachoeiras, outra atividade que aguça a adrenalina e é praticada – e adorada – pelos ecoturistas, é o rapel. Esta técnica de descida era usada originalmente na exploração de cavernas e com o passar do tempo foi adaptada para paredões e quedas d’água. Para praticá-la, basta ter vontade, coragem, um bom instrutor e os equipamentos necessários, que são o mosquetão, capacete, corda estática, cadeirinha e equipamento de freio. A emoção a mil é equilibrada pelas belezas naturais vista de outro ângulo, ou seja, de cima para baixo.
Quando o rapel é nas cachoeiras deve-se levar em consideração o volume de água e a composição da rocha, pois há descidas de 10 a 26 metros, para iniciantes, e de 90 metros para os já experientes. Nos locais destinados a isso, o “aventureiro” sempre conta com o auxílio de dois guias, sendo um para a segunda corda e outro fazendo a segurança no final da corda. Um dos principais pontos de rapel de Santa Catarina é o costão da praia do Santinho, em Florianópolis, com seu relevo acidentado, bastante favorável à prática. Mais especificamente na Pedra Rachada, a descida de 25 metros proporciona a maravilhosa vista das praias dos Ingleses e do Santinho. Ainda na capital destaca-se a pedra da Boa Vista, entre a Lagoa da Conceição e a Praia Mole, que em seus 26 metros mostra toda a beleza daquela área da ilha, e com a sensação de estar voando!

 

E tem mais
Além de todas as opções apresentadas acima, o estado catarinense divide com o Rio Grande do Sul áreas de cânions, como nos parques Aparados da Serra e Serra Geral, onde estão as descidas de cursos d’água com transposição de obstáculos aquáticos, horizontais e verticais. Os cânions Churriado, Fortaleza, Itaimbezinho, Malacara e Pedra Branca compõem este grupo de opções com seus cenários surreais.

 

Em duas rodas
Outra forma de viajar curtindo a natureza é o cicloturismo, atividade que vem crescendo em todo o mundo. Já que é parte da cultura joinvilense usar a bike para deslocar-se de casa para o trabalho ou escola e vice-versa, por que não montar nela para apreciar ar puro e lindas paisagens? Quem se interessar pode procurar os Circuitos de Cicloturismo, que têm roteiros oficialmente instalados com suporte de informações e serviços. Atualmente, todos eles estão em Santa Catarina.ноутбук core i3отзывы класскласс лобановский ноутбукираскрутка сайта коммерческое предложениесаят турmfxbrokerмузыкальная кукла девочкаползунки для новорожденных купить екатеринбург

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