Empreendedor de Propósitos

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Como o Diretor de Negócios da Exit inovou os processos de construção de marca da agência a partir do seu propósito particular de vida

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O QUE É PROPÓSITO?

Para o empresário Paulino Duarte, a resposta pode ser resumida em uma frase de Warren Buffett: “Quando trabalhamos com o que somos apaixonados e com o que fazemos de melhor ganhamos muito mais do que imaginamos, não apenas dinheiro, mas reconhecimento e a sensação de estar fazendo a coisa certa e no lugar certo. É uma descarga diária de serotonina, ‘o hormônio da felicidade'”.

O Sócio-Diretor da Exit Comunicação e Negócios acredita que esse conceito nada mais é do que aquilo que faz com que uma pessoa se levante todo dia pela manhã, sendo que a busca dessa motivação tem sido o fio condutor de todo o processo profissional e pessoal de Paulino até hoje.

“Sempre estive envolvido em projetos que estivessem relacionados ao planejamento e execução de algo, isto é, no desenvolvimento de coisas ou pessoas. Nunca me senti desafiado em trabalhar em algo pronto. Desenvolver uma ideia é o que sempre me deixou feliz, então senti que era isso que precisava fazer da minha vida.”

A trajetória que tem percorrido na Exit faz parte desse objetivo. “No ano passado, antes vir para a Exit, estava com planos de montar uma empresa de consultoria em desenvolvimento, com foco em branding e propósito, mas foi aí que recebi o convite de sociedade da Samanta e da Rosita. A proposta delas me interessou porque foi ao encontro exatamente do que eu estava buscando”. Segundo ele a função de Diretor de Negócios caiu como uma luva. “Minha principal função aqui é vender um propósito para as empresas que atendemos. Dessa forma, sou um agente de desenvolvimento que tem como objetivo construir marcas geradoras de valor para os negócios”, diz.

Valor emocional

Para contextualizar os clientes potenciais com o conceito de propósito, Paulino – que tem bacharelado em Publicidade e Propaganda, costuma fazer um paralelo com os princípios de marketing. “O conceito de propósito acaba ficando de lado no planejamento de marketing. Na construção de marca sempre se fala em posicionamento, missão, visão, valores e o propósito acaba não sendo citado, mas com o marketing 2.0 veio a concorrência de mercado, onde as marcas precisavam se diferenciar uma das outras, então passaram a colocar atributos na propaganda do produto”.

Na opinião de Paulino, os atributos devem contemplar não somente a qualidade do produto, mas a diferenciação emocional. “O consumidor quer saber se o produto vai agregar algo para ele, para o ambiente que ele vive e até mesmo para o mundo num contexo geral. Por exemplo: não vou comprar uma roupa que eu sei que é produzida por meio de trabalho escravo. A marca se comunica comigo quando diz que é sustentável, que tem uma responsabilidade social, é assim que ela me faz querer comprá-la”.

O Diretor de Negócios acredita que o consumidor procura por marcas que tenham um maior significado emocional do que as outras. “O propósito da marca é esse princípio que é maior do que efetivamente ganhar dinheiro. Por que a essa marca existe? Por que optar por ela? Se essa marca sumisse amanhã o que o mundo estaria perdendo?”, avalia.

Paulino enxerga toda a premissa da construção de propósito como algo simples e recomenda o exercício não apenas para as marcas, mas para os profissionais. “Basta você se fazer algumas perguntas: Qual o meu papel no mundo? O que eu amo fazer? Como eu posso usar essa paixão para ajudar outras pessoas e contribuir com o mundo?”, pontua.

Riscos e desafios

Antes de se enveredar pelo Marketing, Paulino já se arriscava a empreender, sempre com o objetivo de obter novos desafios. “No começo dos anos 2000, quando trabalhava num escritório corporativo e tinha um emprego estável, eu me reuni com outros três sócios para montar o Look Here, um site que se dedicava a divulgar as fotos de quem freqüentava as casas noturnas de Joinville e região”, lembra.

Segundo ele, todos os sócios deixaram os respectivos empregos sem muita perspectiva do que teriam pela frente. “Não tínhamos nenhuma certeza de que conseguiríamos algo, se teríamos como obter algum tipo de salário ou lucro, mas arriscamos porque queríamos fazer algo que importasse para a gente, que fizesse alguma diferença na vida das pessoas”.

A empreitada acabou dando certo. “Fomos o primeiro portal a fazer fotos de baladas no Brasil. Chegamos a ser o site mais acessado da região Sul do país, ficando na frente até do Zero Hora, que na época era o principal portal de conteúdo daqui”.

Paulino conta que em cada etapa profissional sempre se questionava sobre os desafios da carreira e isso o impulsionava a buscar algo diferente. “Depois que eu montei o Look Here e deu certo, percebi que queria uma coisa diferente, então vendi minha parte do site e fui gerenciar uma casa noturna. Aí descobri minha afinidade com o marketing e vim trabalhar pela primeira vez na Exit”.

Na área de prospecção, o então Gerente de Negócios conquistou o Laboratório Catarinense como seu primeiro cliente. “Acabei indo trabalhar lá e foi onde alcei a função de diretor de marketing, um sonho profissional que tinha. Já na diretoria, depois de vivenciar a experiência de reformular o propósito da empresa, tive que olhar pra dentro de mim e me questionar sobre o meu próprio propósito”.

A reflexão, realizada depois de um processo de coaching pessoal em 2016, fez Paulino perceber que seu objetivo ia além do que ele já tinha conquistado na Indústria Catarinense Pharma. “Passei a me ver como um ‘agente do desenvolvimento em desenvolvimento’ e quis usar todos os recursos que tenho ao meu alcance para conseguir me desenvolver, o que significava sair de onde estava para empreender e alçaar novos vôos”.

Empreender foi o que Paulino fez. Além da sociedade na Exit, ele ainda conseguiu tempo para mais um negócio – junto com outros quatro sócios ele administra o restaurante, cafeteria e hamburgueria La Padocca. “A La Padocca é um outro sonho que realizei com amigos, que era de trazer para Joinville uma padoca com o conceito daquelas que tive a oportunidade de conhecer em cidades cosmopolitas de dentro e fora do Brasil. Ela é muito inspirada na delicatesse Dean De Luca, de Nova York”.

O propósito da La Padocca? “Alimentar pessoas e almas. O nosso objetivo é oferecer um ambiente diferenciado para as pessoas darem um break, onde possam simplesmente relaxar e ficar. O espaço está lá, disponível das 07h até a meia-noite com café refil, wifi liberado e cardápio cuidadosamente pensado para alimentar o cliente em todos os sentidos”, assegura orgulhoso.

Onde a ideia começou

O Diretor de Negócios acredita que o conceito de propósito sempre esteve presente em sua mente, mas que foi durante o período como Diretor de Marketing Estratágico na Catarinense Pharma – onde atuou durante quase 10 anos, que pôde racionalizar e refletir sobre como aplicá-lo de maneira objetiva. “Quando o presidente da empresa lançou o desafio de pensar o que a Catarinense Pharma seria pelo próximos 70 anos, me peguei pensando nos valores da marca e tudo que esses valores carregam”.

Ao analisar missão, visão, valores e histórico da empresa, Paulino e sua equipe perceberam que a fundação da marca sinalizava um propósito de existência. “Sempre foi uma preocupação do Laboratório Catarinense oferecer produtos que pudessem prevenir e tratar doenças, então ficou bem claro que o propósito da marca era ser fonte de saúde”.

A partir daí, o Diretor de Marketing trabalhou o branding da marca. “Mudamos o nome do Laboratório para Catarinense Pharma, alinhamos o posicionamento de alguns produtos e lançamos outros, também convidamos o preparador físico Marcio Átala para ser embaixador da marca… tudo sempre tendo em mente esse propósito de ser fonte de saúde”.

A renovação da marca contemplou mais do que o marketing de produtos da empresa. “Promovemos uma mudança de dentro pra fora, o que incluiu fazer com que os funcionários comprassem a ideia de saúde. Passamos a organizar corridas e grupos de caminhada para os colaboradores, espalhamos cartazes de incentivo à prática de esportes e hábitos saudáveis e a oferecer refeições mais leves no refeitório e em eventos comemorativos. Todo esse processo foi muito rico, principalmente para que eu pudesse entender o que significa trabalhar com satisfação”, revela.

Referencial de vida

Paulino associa seu referencial profissional à leitura de algumas obras, como o livro “A Estratégia do Oceano Azul”. “Esse livro me mostrou que não vale a pena estar numa concorrência acirrada. Se você nadar um pouco mais, vai chegar num oceano azul onde não vai haver competição. Isso significa ir mais afundo nos negócios e buscar oferecer ideias inovadoras. Dessa forma, não vai haver concorrência e você poderá se dedicar somente ao que faz, fazendo bem”.

No entanto, o livro de cabeceira de Paulino é outro. “’O Firms of Endearment é a grande obra da minha vida’”. O livro mostra porque algumas das companhias mais famosas do mundo se destacam mais do que as outras. “As 28 empresas eleitas como as mais bem vistas do mundo são aquelas que têm um propósito muito bem definido. São os lugares onde funcionários e acionistas ganham mais e os fornecedores e clientes estão muito mais satisfeitos. Foi a partir dos princípios desse livro que eu comecei a mudança de propósito da Catarinense e o que provocou tudo que veio depois. Recomendo a leitura a todos”, encerra com a sugestão.

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