Entre ondas e verde

Entre ondas e verde

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Um dos maiores paraísos brasileiros, Fernando de Noronha atrai turistas nacionais e estrangeiros prontos para viver dias de glória em meio à natureza, relaxando, se divertindo e contemplando algumas das paisagens mais paradisíacas do mundo

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

Turismo Responsável
Nesta reserva com apenas 2.100 habitantes que vivem do turismo, tudo é sustentável, fazendo com que ser humano e natureza convivam em perfeita harmonia em uma área considerada um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.
Vale lembrar que, por essa razão, há leis que determinam o pagamento de algumas taxas antes de entrar na reserva. Uma delas é a de preservação, que varia conforme os dias de permanência na ilha (caso o turista vá embora antes da data prevista, tem direito a restituição desses dias não “utilizados”). O valor pode ser pago pela internet, antes de viajar, ou no aeroporto local, ao desembarcar. A outra taxa é referente às trilhas, também voltada para preservação ambiental.
Para se preparar para a viagem é importante também saber que há apenas duas cidades com voos para Fernando de Noronha, sendo uma Natal e a outra Recife, onde há mais conexões com outras regiões do Brasil. Isso acontece devido às condições do arquipélago, que não possui estrutura para reabastecimento de aeronaves. Tudo isso é proposital, visando sempre a conservação da região, evitando a urbanização e outros fatores que atrapalhem a paz e a tranquilidade de um destino digno de férias quando o assunto é relaxar.

 

Praias para que te quero
Fazendo jus às praias nordestinas que encantam por sua beleza, diversidade e clima, as de Fernando de Noronha são como um éden para descansar, aproveitar a boa gastronomia e vistas surreais. Na Baía dos Golfinhos, por exemplo, não é permitido tomar banho e muito menos ancorar embarcações, onde estes dóceis animais compõem o maior aquário natural de sua espécie. Localiza-se dentro do Parque Nacional Marinho, de onde os visitantes contemplam golfinhos nas águas cristalinas. Já a Baía do Sancho é um convite ao desfrute das águas cristalinas que possuem, em seu centro, lajes rochosas que abrigam uma rica flora e fauna marinha.
Apesar do alto nível de dificuldade para chegar lá, a Baía dos Porcos compensa com a paisagem formada por piscinas de águas transparentes em meio a pedras e areia macia. Excelente pedida para ficar parado na areia ou no mar, apenas observando a natureza em todo seu esplendor. Para curtir momentos como este nesta parte da ilha, o único acesso é pela Cacimba do Padre, de onde se segue por 15 minutos pela praia, com direito a pedras no caminho… e o melhor visual.
Ponto de embarcações, o Porto de Santo Antônio é usado para atracação de pequenos navios e abriga o Forte de Santo Antônio, que pode ser mais bem definido como as ruínas da primeira fortificação da ilha principal.
Além dessas, que são paradas obrigatórias para quem vai a Fernando de Noronha, há a Baía do Sueste, o Buraco da Raquel, a Enseada das Caieiras (rodeada de dunas), a Ponta da Sapata (preferida dos mergulhadores) e a Ponta das Caracas.

 

 

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São 21 ilhas e ilhotas de origem vulcânica distribuídas em 17 quilômetros quadrados denominados como Fernando de Noronha. A região pertence ao estado de Pernambuco e situa-se a 543 quilômetros da capital Recife.
Tombado como Patrimônio Natural e Histórico, o arquipélago guarda entre suas águas e verdes uma longa história, mais especificamente de 500 anos, quase a idade do Brasil. Devido à sua localização, foi um dos primeiros lugares no Novo Mundo avistados pelos europeus, tendo sido registrado no ano de 1502 como Quaresma. Um ano mais tarde Américo Vespúcio “descobriu” essas ilhas, soltando a seguinte conclusão: “O paraíso é aqui”. Logo em seguida nomeou-a São Lourenço descrevendo-a como local de “infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos (…)”. Daí se pode ter uma ideia de como a ilha encanta os olhos e o coração de quem pisa por lá. Em 1504 o território foi doado ao fidalgo português Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição de Vespúcio. Ainda assim, a ilha ficou abandonada por dois séculos e durante este tempo foi invadida por vários povos, entre eles holandeses e franceses, que a chamaram de Pavônia e Isle Delphine, respectivamente.
Tantas interferências fizeram com que o governo português tomasse providências, se apossando do arquipélago e construindo dez fortes que constituíram o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil. Quem visita Fernando de Noronha tem a oportunidade de ver algumas dessas obras e até as ruínas de outras. Infelizmente, o paraíso foi transformado em presídio por muito tempo, era para lá que presos condenados a longas penas eram enviados. Mas graças a esses presidiários o lugar ganhou construções como edifícios e o sistema viário que interliga vilas e fortes.  Fernando de Noronha também sofreu alterações climáticas devido à eliminação da vegetação original, que visava evitar fugas e esconderijos de presos. Portanto, atualmente são raras as reservas originais de vegetação por lá, podendo ser vistas na Ponta da Sapata na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, bem como na Baía dos Golfinhos e Praia do Leão, que complementam as belíssimas paisagens.
Em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, em 2001 a região foi tombada pela UNESCO como “Sítio do Patrimônio Mundial Natural” e em 2003 comemorou-se 500 anos do descobrimento do Arquipélago Fernando de Noronha.

 

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Turismo Responsável
Nesta reserva com apenas 2.100 habitantes que vivem do turismo, tudo é sustentável, fazendo com que ser humano e natureza convivam em perfeita harmonia em uma área considerada um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.
Vale lembrar que, por essa razão, há leis que determinam o pagamento de algumas taxas antes de entrar na reserva. Uma delas é a de preservação, que varia conforme os dias de permanência na ilha (caso o turista vá embora antes da data prevista, tem direito a restituição desses dias não “utilizados”). O valor pode ser pago pela internet, antes de viajar, ou no aeroporto local, ao desembarcar. A outra taxa é referente às trilhas, também voltada para preservação ambiental.
Para se preparar para a viagem é importante também saber que há apenas duas cidades com voos para Fernando de Noronha, sendo uma Natal e a outra Recife, onde há mais conexões com outras regiões do Brasil. Isso acontece devido às condições do arquipélago, que não possui estrutura para reabastecimento de aeronaves. Tudo isso é proposital, visando sempre a conservação da região, evitando a urbanização e outros fatores que atrapalhem a paz e a tranquilidade de um destino digno de férias quando o assunto é relaxar.

 

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Praias para que te quero
Fazendo jus às praias nordestinas que encantam por sua beleza, diversidade e clima, as de Fernando de Noronha são como um éden para descansar, aproveitar a boa gastronomia e vistas surreais. Na Baía dos Golfinhos, por exemplo, não é permitido tomar banho e muito menos ancorar embarcações, onde estes dóceis animais compõem o maior aquário natural de sua espécie. Localiza-se dentro do Parque Nacional Marinho, de onde os visitantes contemplam golfinhos nas águas cristalinas. Já a Baía do Sancho é um convite ao desfrute das águas cristalinas que possuem, em seu centro, lajes rochosas que abrigam uma rica flora e fauna marinha.
Apesar do alto nível de dificuldade para chegar lá, a Baía dos Porcos compensa com a paisagem formada por piscinas de águas transparentes em meio a pedras e areia macia. Excelente pedida para ficar parado na areia ou no mar, apenas observando a natureza em todo seu esplendor. Para curtir momentos como este nesta parte da ilha, o único acesso é pela Cacimba do Padre, de onde se segue por 15 minutos pela praia, com direito a pedras no caminho… e o melhor visual.
Ponto de embarcações, o Porto de Santo Antônio é usado para atracação de pequenos navios e abriga o Forte de Santo Antônio, que pode ser mais bem definido como as ruínas da primeira fortificação da ilha principal.
Além dessas, que são paradas obrigatórias para quem vai a Fernando de Noronha, há a Baía do Sueste, o Buraco da Raquel, a Enseada das Caieiras (rodeada de dunas), a Ponta da Sapata (preferida dos mergulhadores) e a Ponta das Caracas.

 

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Indo fundo
Classificada por mergulhadores experientes como um dos melhores pontos de mergulho do mundo, Fernando de Noronha possui águas com temperatura média de 26 graus e visibilidade de até 50 metros na horizontal. Por essa razão e pela diversidade de espécies marinhas, existe a máxima “Ir a Noronha e não mergulhar é como ir a Roma e não ver o Papa”. O mergulho autônomo é livre tanto para pessoas experientes quanto para iniciantes, que podem fazer o batismo submarino, acompanhados do instrutor a uma profundidade de 12 metros. O passeio dura quatro horas. Mais curto, o Mergulho Livre dura duas horas e meia e os locais escolhidos dependem das condições do mar e da autorização do IBAMA. No entanto, há alguns que são mais comuns para esta prática, como o Naufrágio do Porto de Santo Antônio, o Morro de Fora na praia da Conceição ou a Baía do Sueste.
Ainda nas águas, outra atração da ilha é o Planasub cuja atividade é tão divertida que é também chamada de voo submarino. Trata-se de uma modalidade de mergulho na qual o mergulhador se segura em uma prancha presa ao  barco através de um cabo de aproximadamente cinco metros. A partida é no Porto de Santo Antônio e é possível contemplar a vida marinha de forma bem descontraída. Saindo do mesmo lugar há também opções de passeios de barco, cujas rotas são as proximidades das ilhas secundárias, onde se pode observar lindas formações rochosas e ninhos de aves marinhas. Nessa experiência única os viajantes seguem em direção ao outro extremo do arquipélago, passando por várias praias e baías, com parada para banho na praia do Sancho. Para se encantar com as cores do céu em harmonia com o mar e a vegetação, vale fazer o passeio ao entardecer, saindo do mesmo destino e passando pelas praias da Biboca, Cachorro e Conceição, onde faz parada para banho. Um ritual deste tour é, ao passar próximo aos Morros dos Dois Irmãos, observar o pôr-do-sol e agradecer ao “Divino” por mais um belo dia. O bônus fica por conta da fauna e flora, impressionantes!
Já o passeio “Ilhatur” dura o dia todo (oito horas) e permite ao visitante praticar trilhas, visitar algumas praias, tomar banho, fazer mergulho livre, ver as piscinas naturais e belos mirantes do arquipélago. Boa parte do roteiro é feita a pé, por isso é aconselhável tomar um café da manhã reforçado e estar bem disposto. Uma deliciosa e diferente experiência fica por conta dos trechos maiores, que são feitos com bugres 4×4, próprios para rodar na areia.

 

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Pernas para que te quero
Diversão garantida em qualquer aspecto, a ilha oferece várias opções de recreação além das atividades aquáticas. As já citadas trilhas são umas das principais atrações por lá. Entre elas tem a Trilha Histórica, que é um bom começo para conhecer um pouco da história local, visitando ruínas, antigos casarios, assim como a igreja, o forte e construções onde funcionavam os presídios. O roteiro começa pela praia do Americano, passa pelo Forte de São Pedro de Boldró, pela praia de Boldró com caminhada pela encosta do Morro do Pico, praia da Conceição e, finalmente, Vila dos Remédios. Com um nível de dificuldade um pouco maior, a Trilha Golfinho tem duração de cinco horas, passando por várias praias e, o mais interessante, mirantes maravilhosos que além de proporcionar diversas – e lindas – vistas, são abrigos de ninhos de aves marinhas, que se procriam nas árvores dali. Há também os passeios da Trilha Leão, Trilha Atalaia e a Caminhada Histórica.
Para saborear… e farrear
O arquipélago também oferece uma infinidade de restaurantes que servem do mais típico, como peixes, polvo e lagosta, às práticas pizzas e saborosas picanhas na chapa. Há opções à la carte, self-service ou, para quando a fome é pequena, lanches e crepes.
Já para curtir a noite, Fernando de Noronha dispõe de alguns bares que ficam abertos até tarde. Em dias normais a dica é se jogar no forró, no Bar do Cachorro cujo acesso se dá através de um micro-ônibus. Depois de assistir a palestra do IBAMA (que varia entre temas como tartarugas marinhas, golfinhos, tubarões e até reflorestamento), a dança vara a noite, indo até as 4 da manhã. O Muzenza, intercalado com o Bar do Cachorro, é outra escolha para curtir uma noite animada com música boa que vai do forró ao reggae. Por ser um local de preservação ambiental, grandes festas não são muito frequentes, exceto em datas especiais, como réveillon por exemplo.

 

 

 

 

Não deixe de conhecer por

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André Almeida de Souza, 38 anos, publicitário, esteve em Fernando de Noronha em maio de 2012 com a esposa Larissa dos Reis, 27 anos, empresária
Fernando de Noronha é um dos lugares mais impressionantes que já visitei, com praias limpas, águas cristalinas e contato com a biodiversidade marinha. Lá se vê uma preocupação enorme com a preservação e conservação do meio ambiente. A limitação de pessoas na ilha e a terceirização da conservação e estrutura do local são fatores que, a meu ver, tornam o lugar um diferencial no turismo brasileiro. Em um dos dias em que estivemos lá pudemos acompanhar a eclosão de uma ninhada de tartarugas e sua corrida até as águas do mar. Na gastronomia, os pratos a base de peixe e frutos do mar são excelentes, todos feitos com produtos frescos e têm valores adequados. Os moradores recebem muito bem os turistas, dando todo apoio necessário para termos bons dias de férias. Na nossa estadia ficamos em uma pousada onde era servido um café da manhã com tudo que se precisa para começar bem o dia.

 

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José Rincawetscki, 62 anos, aposentado, esteve em Fernando de Noronha em setembro de 2014 com a esposa Roseli Rincawetscki, 61 anos, aposentada
O que nos atraiu para o arquipélago foram as belezas naturais, pois lá se encontram as praias mais bonitas do Brasil, como a do Sancho, que foi considerada a mais bela do mundo, e também Baía dos Porcos. Em todo lugar, quando entravamos na água nos víamos rodeados de peixinhos de todas as cores. Vimos o pôr-do-sol mais bonito que existe, no Mirante do Forte de São Pedro. Todo brasileiro que se preze deveria conhecer o nordeste, pois suas praias são lindas, as hospedagens muito bem estruturadas, a gastronomia bem diferenciada conforme a região, e seu povo muito hospitaleiro. Já visitamos diversos estados do nordeste, como Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco, Paraiba e Ceará. Voltamos com a certeza de que se existe paraíso na terra, o arquipélago de Fernando de Noronha é um.сковородка тверь официальный сайтnikas ресторанлобановский александр класс ручной блендерсоздавать мемы онлайнгде продвинуть сайтmac киев купить косметикапомощь в размещении рекламы в интернетеиталии интернет

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