Espiritualidade consciente

Espiritualidade consciente

Durante passagem em Joinville, o guia espiritual Avihay Abohav concede entrevista à Premier e fala sobre meditação e despertar da consciência a partir do “eu superior”.

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Sempre consciente. Esse é o lema e também a inspiração que Avihay Abohav desperta nas pessoas. O terapeuta e guia espiritual nascido em Israel acredita que todos no Planeta possuem uma missão: a do despertar para a consciência da vida e levar essa mensagem para o resto do mundo. “O primeiro passo é entender quem é você, de onde veio e para onde vai para saber o qual o sentido da vida”, afirma.

Esse preceito é algo que ele prega há mais de 10 anos, ministrando palestras, oficinas e retiros. Combinando ciência e espiritualidade, sem fazer menção a qualquer doutrina religiosa, ele mantém o foco em ensinar as pessoas a absorverem a atenção emanada pelos sentidos e canalizar a atenção para o coração. Entre esses e outros ensinamentos, Avihay recomenda a prática da meditação como forma de iluminação para a cura emocional.

Aos 48 anos, morando na Espanha, mas com passagem constante pelo Brasil e outros países, o guia esteve em Joinville falando sobre seu trabalho, que inclui a publicação do livro “O Caminho para o Ser: Chaves para o Despertar da Consciência Humana”, um resumo de sua obra e o significado do despertar em todas as áreas da vida.

Confira na entrevista concedida a Premier, alguns princípios ensinados por Avihay que podem ser aplicados no dia a dia para uma vivência mais consciente.

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Revista Premier: Há quanto tempo você trabalha com espiritualidade? Esse é o termo correto para se usar em relação ao que você faz?

Avihay Abohav: Eu defino o que faço como a construção de uma ponte entre espiritualidade e ciência, algo que leva o indivíduo para a consciência. Minha missão aqui nesse planeta é guiar as pessoas em seus processos de evolução. Acredito que sempre tive isso em mim desde muito jovem, mesmo quando criança, mas acredito que de forma consciente foi perto dos 18 anos e mais intensamente nos últimos 10 anos.

RP: Com ações que repercutem no mundo todo, você tem alguma estimativa do número de pessoas que atinge com esse trabalho?

AA: Meu trabalho é mais focado no sul da Espanha. Lá eu estou há 15 anos. Entretanto, acredito que a repercussão do que faço está aumentando devido à publicação dos meus dois livros. O segundo, “O Caminho para o Ser: Chaves para o Despertar da Consciência Humana”, foi publicado com selo internacional, então isso também ajuda a divulgar o que faço. Também realizo trabalhos em Israel e no Brasil e alcanço outros lugares, mas mais por conferências via Skype.

O que tenho observado nos últimos meses é que há uma procura internacional pela busca de significados, principalmente em função desse materialismo que as pessoas apresentam e que está causando uma crise de identidade.

RP: E esse é o principal foco do seu trabalho, principalmente quando você fala em “despertar da consciência”?

AA: De maneira geral, trabalho meus ensinamentos para uma mudança de paradigma. De sair desse materialismo em ter mais do que ser – algo que afeta muitas pessoas, e partir para outro paradigma, o da consciência, da identidade e que está ligado à matéria biológica. Para isso, é preciso sair do caos e realizar uma revolução da consciência.

É como quando uma pessoa apresenta uma enfermidade, como o câncer, por exemplo. Eu explico: uma pessoa que está sofrendo de câncer e descobre a doença, pesquisa muito sobre ela e se submete a uma série de terapias para ser curar completamente de maneira física.

No caso da cura espiritual, a partir da sua identidade material, você vai investigar o máximo possível e tratar aquilo que está dentro de você, pois é lá no seu interior que estão as respostas. O mais importante é transcender a identidade material, para que esse paradigma venha a ser quebrado e um novo paradigma possa surgir.

Contudo, é importante dizer que não realizo esse trabalho para que as pessoas dependam de mim. A ideia é levar os ensinamentos para que outras pessoas possam passá-los adiante. Inclusive, tenho discípulos que trabalham em hospitais, colégios e universidades. Aqui no Brasil, um deles está ensinando meditação e diferentes tipos de terapia da mente.

RP: Como saber conciliar razão e emoção nas decisões do dia a dia? Afinal, sabemos que o mundo é essencialmente capitalista, sendo que as pessoas querem adquirir e ter cada vez mais, sem pesar os meios disso. Como é possível romper esse ciclo?

AA: O passo entre o ter e o ser, que é o mesmo paradigma que já comentei, é o da expansão e da evolução da consciência, do propósito da vida, para que as pessoas possam despertar para uma realidade muito mais profunda. A descoberta de que o crescimento pessoal nesse planeta não está relacionado a um crescimento no sentido de adquirir e sim do amadurecimento emocional das pessoas em todo o mundo.

Acredito que isso que já está acontecendo, principalmente quando vemos pessoas que apesar de se dizerem satisfeitas com as coisas que tem, não estão felizes.  A felicidade não é obtida com o fato de se ter coisas, propriedades. A felicidade é obtida simplesmente com o ser.

Costumo dizer que cada pessoa é como um computador, com sua própria realidade virtual. Essa realidade virtual tem muitos problemas graves, que vem do subconsciente e que causam muito sofrimento por serem ignoradas. A gente não consegue sair dessa realidade virtual, não consegue desligá-la e deixa guardado o subconsciente que é onde está a solução.

O segredo aqui é perceber que obter propriedades ou reconhecimento externo não necessariamente lhe trará realização pessoal. Você pode reunir todos os estudos de uma vida acadêmica dentro de um pendrive. Qualquer pessoa pode adquirir livros e informação na internet a qualquer momento, mas esse conhecimento que vem de fora não irá trazer felicidade. Felicidade é a expansão da emoção, que vem do coração. Conhecimento se gera com a mente, então são duas coisas diferentes, mas que estão ligadas.

O coração é o maior músculo do corpo, que gera a vida. É imediato, é rápido e você sente isso, porém você também produz pensamentos e o pensamento é uma coisa mental. Afinal, o centro do corpo é na cabeça, mas isso não significa que a mente não se comunica com o corpo, principalmente quando você está aprendendo alguma coisa.

É preciso combinar pensamento e emoção, o sentir e o pensar. No meu ponto de vista, todos vivem essa realidade. Assim como todos os computadores, que estão conectados na internet, mas que não funcionam sem a eletricidade.

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RP: Qual a principal ferramenta para se desligar dessa realidade virtual e se conectar com a consciência?

AA: Desligar a realidade virtual de uma pessoa significa conectar a pessoa a uma fonte de energia universal. E quando você se conecta nessa fonte de energia universal, principalmente à noite quando você sonha, você está fazendo isso de uma maneira natural, a partir da perda da sua consciência. Quando você faz meditação você entende que a sua consciência está ali o tempo todo, que é unificadora e faz parte da sua realidade.

RP: As empresas estão aplicando a meditação dentro de seus escritórios, principalmente nas áreas de diretoria e administrativas. Como você percebe essa mudança de postura no ambiente corporativo?

AA: Eu sinto essa mudança. Em São Paulo, eu tenho uma discípula e amiga que aprendeu comigo a meditação. Ela está aplicando esse conhecimento junto de seus colegas de empresa. Na Espanha, onde estou há mais tempo, vejo médicos que meditam antes de suas cirurgias e consultas, professores que praticam a meditação em escolas, centros de saúde que realizam a meditação como forma de terapia.

RP: Você também trabalha a área familiar. Qual a sua recomendação para se manter a harmonia dentro das famílias, principalmente tendo em vista como elas são afetadas hoje por conta da rotina corrida e mudanças na dinâmica familiar: pais divorciados, pais solteiros, filhos criados por avós ou outros familiares etc?

AA: A mudança de paradigma deve acontecer em todos os aspectos da vida pessoal. Do ponto de vista econômico, político, na educação, saúde e assim por diante.

Nesse sentido, a família é um espectro muito bom, porque você aprende com essas pessoas. Se você tem filhos, você está aprendendo a curar a sua criança interior com o seu filho. Muitas vezes as crianças são reencarnações de avós ou bisavós, algo que eu percebo que acontece com frequência nas famílias que atendo e que serve para resgatar algo que ficou para trás.

A relação entre casais também é muito importante, porque muita gente não coloca energia suficiente no ato de estabelecer uma comunicação de coração para coração com o parceiro. Uma comunicação que fale das necessidades, dos passos para uma convivência harmoniosa e de que forma podem evoluir juntos.

Geralmente, as pessoas acham que as relações precisam evoluir de maneira fácil e rápida. Eu tento ensinar que se você tem uma relação, deve sentir que está aprendendo e crescendo nela. Isso porque quando você sente isso, entende o significado da relação e pode decidir conscientemente se essa relação é boa para você ou não. Se não for, digo que é importante, antes de simplesmente se desligar dela, entender porque não deu certo. Já que se você se desliga sem aprender o que precisa, esse ciclo fica preso na sua realidade porque você não cumpriu sua missão naquela área da sua vida.

RP: Qual seria a sua mensagem para o público da revista?

AA: Minha mensagem é a seguinte: a pesquisa interior e o significado da nossa vida são assuntos que não podemos deixar para depois. O que é aprendido agora, o sentido do que fazemos e porque estamos aqui vai trazer muito mais consciência, algo que vai ser levado para o resto dessa e de outras vidas.

Cada pessoa, independente de qual profissão exerce, tem uma missão nessa vida. Eu recomendo a todas as pessoas a se enxergarem como mensageiros do despertar. Quando a pessoa aprende algo sobre seu interior, ela deve compartilhar isso com os outros.  Esse compartilhar é o que o mundo precisa para que tenhamos uma massa de pessoas críticas e despertas. É a consciência que vai transformar nossa população em uma sociedade onde não há tantos abismos sociais e de interesses, com menos sofrimento, miséria e guerras entre países. Estamos aqui para compartilhar os recursos e conviver de maneira emocionalmente madura. Vamos espalhar essa mensagem e despertar a consciência em nós mesmos e nos outros. 

Avihay 

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