Essencial aos olhos

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Decolando  na carreira de VJ, o joinvilense Leandro Mendes mostra que é possível mesclar arte, tecnologia, história e diversão de maneira inovadora

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

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Diferente do que muitos pensam, o VJ não é somente aquele que apresenta programas de TV falando sobre música. Seu trabalho é voltado para a mixagem de vídeos, que podem ou não ter um contexto histórico-cultural. Talvez alguns sem lembrem que, há algum tempo, nas celebrações dos 450 anos da cidade de São Paulo, os principais prédios da metrópole ganharam vida graças às imagens projetadas no seu exterior. Pois é, para quem não sabe, isso é umas das coisas que este profissional sabe fazer, trabalho conhecido também como VJing (o que em português quer dizer “videotecagem”).

Foi nas casas noturnas que os VJs começaram a atrair a atenção do público, mixando vídeos e animando as pistas de dança. Como o passar do tempo o VJing foi ganhando vertentes e se expandiu para os teatros, galerias de arte, festivais de novas mídias e espaços urbanos.

 

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Leandro, que é mais conhecido como VJ Vigas, conta que sempre se interessou por fotografias e vídeos e trabalhava como DJ dentro e fora de Joinville, enquanto cursava a faculdade de Design e Programação Visual. “Eu participava de festivais pelo Brasil e foi nessas viagens que conheci o trabalho dos VJs, incluindo os estrangeiros”, conta. Daí surgiu a ideia para a apresentação de conclusão de curso que, segundo ele, surpreendeu a bancada por ser algo totalmente diferente do esperado. O motivo de tanta surpresa foi a performance de um DJ tocando enquanto Vigas mixava as imagens de acordo com o ritmo da música. Ao mesmo tempo em que atuava em baladas, como Moom e Bali Hai, o artista iniciou sua trajetória na Estação da Memória, na apresentação do que foi o primeiro video mapping (projeção mapeada) de Santa Catarina. “Durante o processo de produção, fui escolhido para participar da Copa dos VJs e de lá tive a oportunidade de ir para Budapeste, onde pude absorver muitas coisas a respeito de VJing”, enfatiza.

 

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Como funciona
O video mapping, citado acima, faz parte do projeto Organismos Públicos, que tem como propósito criar movimentos, cores e imagens nas fachadas das construções antigas, contando a história da cidade. Tal efeito é possível devido ao desprendimento das imagens da tela, permitindo que elas sejam mostradas em qualquer superfície, como paredes e carros, o que foi um marco na arte de projetar. A primeira edição do Organismos Públicos foi apresentada na Estação da Memória e depois Vigas levou para outras cidades brasileiras, incluindo Jaraguá do Sul, Recôncavo Baiano e Belém, onde chamou atenção e, aos poucos, se consolidou como um dos principais VJs brasileiros.

 

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O que colaborou para o seu crescimento, segundo ele, foi a experiência na Europa, onde acontecem os maiores festivais ligados a este nicho. Vigas participou do Visual Brasil em Barcelona, do 33° Grados Sur Mapping Festival no Chile e já conquistou o 1º lugar no Torneio Internacional de VJs – o Videozone, na Polônia – e também nas três edições da competição VJ Torna International, considerada a copa do mundo dos VJs, realizada na Cidade do México, em Roma e na Cidade do Cabo. Com tantos holofotes, Vigas foi convidado também para festival latino-americano Panorâmica, em Buenos Aires, e teve um de seus projetos selecionados entre 50 inscritos de diversos países para o Amsterdam Light Festival (2013/2014), onde apresentou durante cinco noites na fachada da igreja Mozes en Aäronkerk, no centro histórico da capital holandesa. “Os VJs europeus, principalmente os franceses, lançam muitas tendências, por isso é importante ir para lá estudar e acompanhar o universo artístico tecnológico”, diz Vigas, que está sempre fazendo residências no exterior, principalmente na França, Espanha, Alemanha e Holanda, onde revela que artistas brasileiros de VJing são muito bem vistos.

 

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Mais cultura
Vigas confessa que o que ele mais gosta de fazer são exposições culturais: “Se você está numa festa o importante é o som. Mas no Organismos Públicos, por exemplo, é quando as pessoas realmente param para olhar e prestam atenção na imagem”, explica o VJ, que já atraiu mais de 400 pessoas, em um dia de chuva, para Cidadela Cultural, no antigo prédio da Antártica, em Joinville. Este trabalho era parte de outro projeto seu, o “Estereóptico”, no qual tocou e projetou ao vivo. Graças a isso, foi eleito Destaque Cultural de 2012 pelo Coletivo Cidade Cutural de Joinville.

Entre seus planos para 2014 em Joinville está confirmado o terceiro video mapping, desta vez no Museu de Arte de Joinville – o segundo foi no Museu da Imigração -; mais uma edição do Estereóptico e a continuação do MAJ Sounds, proposta que reúne músicos e VJs para tocar em lugares públicos da cidade, que já aconteceu no Parque das Águas, no Museu de Arte e no Mercado Público, atraindo mais de duas mil pessoas. Além da agenda local, Vigas parte novamente para o continente europeu para fazer mais uma residência e participar de workshops. nвозрождение мунтянkontur-yamal.ru александр лобановский компромат современные системыпродвижение сайта в москвеколичество поисковых запросов googleмихаил безлепкин фотоsovetnegсветильник светодиодный миниатюрный

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