JEC emoção em dose dupla

JEC emoção em dose dupla

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Os torcedores do Joinville Esporte Clube tiveram mais que motivos para vibrar em 2014. Primeiro pela ascensão do time à série A, segundo pela vitória na série B. Veja como o presidente Nereu Martinelli explica este fenômeno e acompanhe a paixão de uma torcedora

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos José Carlos Fornér e Divulgação

 

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“Um bom time sem organização e organização sem um bom time não geram resultados”, é assim que o presidente do Joinville Esporte Clube, Nereu Martinelli, explica a bela campanha que o time vem mostrando nos últimos anos e que lhe renderam uma vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, depois de 27 anos, e o troféu de primeiro lugar entre as equipes da segunda divisão. “Muitas pessoas têm me procurado querendo saber qual é a fórmula que o Joinville buscou para subir da série B para a A em cinco anos. Minha resposta é ‘trabalho’, nada mais do que isso”, afirma Nereu, que está à frente do grupo há dois anos e meio como presidente. Sua experiência com o JEC teve início em 1998, quando era diretor financeiro, e em 2005 ingressou como vice-presidente e diretor de futebol. Ele revela que a partir daí começaram a estruturar a equipe, ajustando as questões financeiras e construindo um novo campo de treinamento, com dois gramados e acomodações como cozinha e academia. “Paralelo ao futebol que pouco a pouco foi crescendo, conseguimos montar uma estrutura física que desse apoio aos atletas”, conta Nereu, alegando que bom time e estrutura se complementam, ou seja, “de nada adiantar ter boas condições e não ter futebol”.
O presidente afirma que, apesar da cidade sempre ter contado com uma boa equipe de futebolistas, faltavam-lhes condições para desenvolver seu potencial. Portanto, sua prioridade foi elaborar um planejamento, dentro do qual as principais ações foram as contratações do superintendente César Sampaio e do técnico Hemerson Maria. Tal escolha se baseou, conforme explica, na importância do trabalho em campo.  A partir daí, o segundo passo seria definir o perfil de atleta a ser admitido no JEC e traçar o modelo de jogo que a comissão técnica gostaria de colocar em prática em 2014. Um dos detalhes levados em consideração foi a seleção daqueles que já traziam na bagagem alguma vitória ou troféu, como Toninho Oliveira (goleiro) e Franco (volante).

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A receita, pelo jeito, deu certo, pois os jogadores fizeram jus a este perfil e levantaram o JEC, que há muito estava esquecido nas séries menos importantes do torneio brasileiro. “Evitei a ocorrência de qualquer cena de conflitos, por disputas de ciúmes ou vaidade”, revela Nereu, que também criou um programa interno de incentivo àqueles que se saíssem melhor em campo. Outro ponto em que o presidente focou foi a disciplina. “Quem desrespeitava as regras era punido doando cestas básicas, destinadas a instituições de caridade. Assim eles se conscientizam que indisciplina gera um ato de bondade como forma de redenção”, defende. Foi assim, com rigidez e determinação que Nereu conseguiu equilibrar as relações entre time e torcedor. Ao afirmar que gestão deve estar acima da emoção, justifica uma equipe mais organizada, cujos atletas se sentem motivados para proporcionar muitas alegrias aos joinvilenses – esses sim, podem externar todos os seus sentimentos.

 

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Apesar das conquistas, Nereu reconhece já ter cometido erros no passado e assume a responsabilidade de dar continuidade à bela campanha do time e ter jogo de cintura para lidar tanto com as vitórias quanto com as derrotas. Ao falar sobre o time do coração, conta que já teve grande paixão pelo Flamengo, mas atualmente o JEC ocupa todo o espaço no lado esquerdo de seu peito. “É uma pena não poder me comportar como torcedor”, brinca.

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Quanto à atuação na série A, afirma com realismo que só será boa para os joinvilenses se a equipe jogar bem e fizer uma boa campanha. Para ele, isso irá depender, além dos diretores e comissão técnica, de um amplo e bem equipado estádio. “Já havíamos alertado que em breve o Joinville estaria na série A e nada foi feito… agora chegou a hora e não temos nada pronto”, lamenta.

 

Energias renovadas
O presidente observa também que o torcedor do Joinville andava magoado nos últimos anos, por ver outros times do estado na série A e se sentir de fora do contexto: “Estou feliz pelos torcedores, principalmente por aqueles que se mantiveram sócios, o JEC deve muito a eles”. Bom, isso é passado, se há tanto tempo os jequeanos não tinham motivos para comemorar, em 2014 eles vieram em duas tacadas.

Valquíria Tomasini, que é torcedora do JEC desde 1 ano de idade, conta que foi difícil segurar as emoções: “Na partida contra o Sampaio Corrêa resolvi não fazer comemorações antecipadas. Estava assistindo o jogo sozinha, em outra cidade, com o coração disparado até os 49 minutos do segundo tempo”, conta a jequeana, que logo após e constatação na séria A chorou compulsivamente. Ela desabafa que naquele momento lembrou dos “anos áureos, anos sem série, rebaixamento no catarinense, série D, série C, várias séries B e os ‘quase’acessos para a série A, nas disputas anteriores”. Tanta adrenalina não é para menos, Valquíria é o que podemos chamar de torcedora de corpo e alma, pois antes mesmo de saber o que era futebol seu pai a levava ao Ernestão para assistir as partidas do JEC. Como era de se esperar, toda a família seguiu os passos do patriarca, são jequeanos de carteirinha: “Porém, às vezes pensava que eu era a única torcedora, pois na fase ruim as pessoas me falavam para desistir do time”.

Teimosa, a moça chegou a fazer algumas loucuras, como invadir o Ernestão em uma noite de muita chuva, quando o JEC conquistou o campeonato catarinense: “Cheguei em casa toda verde, com grama até na orelha”. Em outra ocasião, na vitória da Copa Santa Catarina, invadiu a Arena, abraçou os jogadores e levou consigo um pedaço da grama, que guardou por alguns anos na carteira. Como se não bastasse, ganhou um concurso de rádio no qual quem desse a melhor cantada no goleiro Ivan ficaria com sua camisa: “De um instante de inspiração tirei palavras românticas e a camiseta é até hoje meu manto nas partidas”.

Atualmente, devido à agenda de trabalho, Valquíria não assiste mais a todos o jogos na Arena, mas ainda é fanática (sim, com muito orgulho!), acompanhando o JEC através de um aplicativo no celular que a deixa sempre ligada e “sofrendo fortes emoções”, em suas palavras.ооо полигонкупить ушмчто можно делать блендеромлучшие ноутбукиработа подать объявление бесплатнорегистрация сайтов в каталогахноутбукэндопротезирование суставов в германиидля малышей

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