Mágico das artes

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Aos 60 anos, André Peticov se prepara para mais uma exposição, desta vez em Joinville. Na mala, além das grandes obras, a experiência de quem já trabalhou em diferentes espaços e com uma infinidade de materiais. O resultado não poderia ser melhor: uma miscelânea de sentimentos, inspiração e criatividade

 

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Por Silvane Alves Loro Fotos Divulgação

 

Artista plástico que dispensa grandes apresentações, André Peticov chegou a Joinville no final de setembro para tratar do seu próximo trabalho: a participação na 75ª Festa das Flores da cidade. De quebra, marcou uma nova exposição, prevista para meados deste mês. Local e data ainda estão para ser confirmados, mas uma coisa é certa, vai ser de encher os olhos e a alma.

Com um quê de pintor meio mágico, Peticov apresenta sua obra e através dela narra sua trajetória à Premier. Um resumo deste bate-papo você acompanha a seguir.

 

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Obra e vida
É comum, principalmente em biografias, verificarmos o termo “vida e obra”, fazendo referência primeiramente à vida e, em consequência, à obra de determinado artista. Pois, com André Peticov a mesmice já não cabe. Com ele, é preciso primeiro ir às obras e delas descobrir a vida.
Natural de São Paulo, iniciou como pintor ainda aos 14 anos. Na época, seus outros dois irmãos já atuavam na área. Tanto que o pai, ainda surpreso, arriscou: “André, vamos ao psicólogo. Você faz um teste vocacional”. André foi e não deu outra: artes plásticas. “E sigo com isso há 46 anos. Não sei nada. Tô aprendendo a cada dia”, brinca.
Na década de 70, André começou a trabalhar com efeitos especiais para shows. Mas não qualquer show. Era Os Mutantes, Violetas de Outono, O Terço e Cássia Eller. Hoje, o trabalho ainda é feito, mas como convidado. São projeções direcionadas ao palco, no ritmo da música, que são feitas no ato e nunca se repetem. “Para a cenografia da feira deve ser usado algo nesta linguagem”, antecipa o artista que ficará responsável pela direção de arte do trabalho.

 

Pintor analógico
“Sempre a última coisa que você faz é a que você mais gosta”, diz André ao apresentar sua mais nova paixão: pintura e concreto. Carro-chefe na exposição que acontece em São Paulo até 12 de outubro e que vem a Joinville, a obra apresenta uma forma diferente de linguagem do artista: a simulação do concreto. A ideia passou a ser desenvolvida há sete anos, quando iniciou uma parceria com a construtora Max Haus. O resultado é surpreendente. “É pelo que estou mais envolvido ultimamente”, diz.
Mesmo antenado com as mudanças tecnológicas e rodeado de aparatos high tech, André garante: é analógico. “O mundo pode ter mudado, mas eu não. Sou um pintor analógico. Gosto é de manipular os materiais”, conta. Da tecnologia, aproveita aquilo que pode beneficiar o seu trabalho, como materiais e redes sociais na divulgação, por exemplo.

Apaixonado por flores, o artista revela que não há uma programação para o desenvolvimento do seu trabalho. Conforme surge a vontade, dá-se a produção. “Quando pinto paisagens, costumo dizer que são lugares que já fui com a imaginação e que apenas reproduzo na tela”. Quanto às exposições, afirma: são raras aquelas com temas específicos. Geralmente reúne os materiais que tem prontos e complementa com algumas peças novas.
André também produz sob encomenda, como no caso da apresentadora Ana Maria Braga que tem dois trabalhos do artista. Ambos sob encomenda. Em muitas das suas obras é fácil perder-se com relação à dimensão do resultado final. Peças que parecem pequenas, revelam-se gigantes e expressivas. Outra característica de André é a diversidade. Ao mesmo tempo que pinta telas, acrescenta elementos que simulam o concreto, trabalha com efeitos especiais e, não obstante, é um pouco Deus ao criar céus e planetas. Um verdadeiro universo de magia.

 

“Pintar pra mim é um combustível. Quando eu fico mais de uma semana, 15 dias sem pintar, começa a dar comichão [risos]. Sem planejar muito, aos poucos a vida foi me dando presentes e hoje tenho o estúdio que sempre quis ter. Para mim, ali é o melhor lugar do mundo”

 

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Criatividade
A paixão pelo céu é antiga na vida do artista, teve início há cerca de 30 anos ao visitar um bar que tinha o teto quebrado. Ali surgiu a primeira ideia. Depois de muita pesquisa, apresenta com orgulho o resultado. “Hoje, tenho condições de ter material certo e ter estudado para fazer. Isso possibilita um resultado muito satisfatório”. Para o trabalho, André mexe em todo o teto, iluminação e gesso. Ao finalizar, parece, de fato, que você está olhando diretamente para um planetário.
A diversidade do artista também se dá na escolha dos materiais. Utiliza desde mangueira de ar condicionado à madeira, isopor, tela, gesso. “Eu tenho verdadeira curiosidade em estudar materiais. Meus passeios prediletos são as ruas de comércio popular e onde tenha ferramentas”, diz.
André também já trabalhou com capas de discos. Dentre algumas, Rita Lee, Os Mutantes, O Terço, 14 Bis, Cássia Eller e Sepultura. Foram estas produções que, segundo ele, proporcionaram algumas das melhores realizações de sua vida: conhecer ídolos. “Quem diria que iria conhecer meus ídolos pessoalmente? Através da arte, conheci Ron Wood, Mick Jagger e Keith Richard (Rolling Stones), Eric Clapton e Kurt Cobain, pra citar alguns. E isso foi legal”, brinca com modéstia.

 

Em uma tela de 1,5m x 1m, a simulação do concreto dá a impressão que é pesada, mas não. A espessura é feita em isopor e a textura de “concreto” tem um milímetro. Para dar o acabamento foi utilizado madeira de demoliçãoновости донецка авариянабор косметикиcrm как внедритьcrm управлениепродвижение раскрутка сайтовпиар компанииyadexruЯндексоборудование для

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