Nasceu… e agora?

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Entre tanta alegria, paparicos e comemorações pela chegada do novo membro da família, é importante se assegurar de que a saúde dela esteja em dia. Para isso, deve-se ficar atento aos testes mais recomendados aos recém-nascidos

 

Por Marcela Mayrinck Fotos Divulgação

 

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Fraldas, sapatinhos, roupinhas, berço, tudo pronto para a vinda do filho que irá encher a casa de alegria e preencher os dias dos papais corujas. Passada a fase da espera, é importante se atentar aos primeiros cuidados para evitar problemas futuros. Dúvidas como a maneira correta de segurar o bebê e descobrir o motivo do choro são consideradas fáceis de sanar – algumas mães afirmam que a habilidade para lidar com o recém-nascido vem automaticamente. O que os profissionais de medicina mais vêm chamando a atenção, porém, é para a realização de testes que previnem e alertam quanto à ocorrência de vários tipos de doenças.

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Segundo o pediatra, neonatologista e superintendente da Unimed Joinville, Paulo André Ribeiro, há quatro exames mais importantes, que são o do pezinho, do reflexo vermelho (também conhecido como teste do olhinho), de emissões oto acústicas (da orelhinha) e o de oximetria (do coraçãozinho). Ele explica que sua não realização pode acarretar no agravamento de patologias congênitas como catarata, surdez, possíveis deficiências no sangue e problemas cardíacos assintomáticos. “Tais patologias devem ser diagnosticadas precocemente para que possam ter uma terapêutica adequada e efetiva. O atraso em tal tratamento pode levar a sequelas irreversíveis, inclusive ao óbito em casos de cardiopatias congênitas complexas”, afirma o médico. É relevante ressaltar, inclusive, que há um prazo para aplicar estes procedimentos. O clássico teste do pezinho deve ser feito, de acordo com Dr. Paulo, após o terceiro dia de vida e alimentação com o leite materno.  Quanto aos demais, explica que possuem um prazo um pouco maior, pois seus resultados são imediatos, o que possibilita sua repetição em tempo hábil caso haja alguma alteração. Saiba os detalhes de cada um deles:

 

 

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• Teste do pezinho: consiste na coleta de sangue do calcanhar do bebê e deve ser feito após o terceiro dia de amamentação. É obrigatório, disponível nos postos de saúde públicos e particulares e possui três versões, que são a “básica”, “mais” e “super”. Através da triagem básica é possível diagnosticar a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito e anemia falciforme. A fenilcetonúria, para quem não sabe, está associada ao excesso de aminoácido no organismo, que pode levar à deficiência mental. Já na triagem “mais” ocorre a detecção de moléstias como a toxoplasmose congênita e deficiência de G6PD, enzima que protege os glóbulos vermelhos contra oxidação. E, finalmente, a “super” pode analisar e identificar até 46 tipos de doenças relacionadas ao nível de aminoácido no corpo, defeitos no metabolismo de ácidos graxos (gorduras) e excesso de ésteres nas mitocôndrias. É bom lembrar que os exames “mais” e “super” são efetuados em entidades de serviços mais especializados, entre eles as APAEs (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais). Dica importante: aconselha-se amamentar a criança antes, pois o leite materno evidencia os supostos problemas metabólicos.

• Teste da orelhinha ou oto acústico: deve ser feito com o bebê dormindo, quando é colocado um fone em seus ouvidos. Enquanto isso, um computador forma um gráfico de acordo com os estímulos sonoros que são emitidos. Através deste material o especialista detecta se há ou não alguma deficiência auditiva. Também é obrigatório e pode ser feito na rede pública de saúde.
• Teste do olhinho ou do reflexo vermelho: seu objetivo é apontar patologias da câmara anterior do olho e pode evitar até a cegueira. A denominação “reflexo vermelho” se deve ao procedimento no qual se direciona um intenso feixe de luz nos olhos da criança, se estes forem saudáveis emitirão uma cor avermelhada e contínua. Caso o resultado seja branco, é sinal de catarata congênita. Apesar de não ser obrigatório é altamente indicado e sempre solicitado pelo médico. Encontra-se disponível na rede pública.

• Teste do coraçãozinho ou oximetria: como o nome indica, é realizado com o aparelho chamado oxímetro, colocado em dois membros do corpo para avaliar a oxigenação do sangue. Caso o equipamento mostre diferença entre um e outro é bem possível que haja alguma patologia cardíaca. Portanto, o próximo passo é realizar mais exames para ratificar a existência de doença e buscar a melhor maneira de tratá-la.
Além dos citados acima, há ainda o teste do quadril no qual o pediatra movimenta as pernas e o quadril do recém-nascido com técnicas da massagem conhecida como Manobra Ortolani. O objetivo é analisar se existem problemas como encurtamento do membro e osteartrose precoce, doença que degenera a cartilagem que reveste o osso.
Mariana Dias, mãe de Lucas, fez todos os exames necessários: “Fizemos o do olhinho logo que ele nasceu. Cinco dias depois o levei a um posto de saúde para fazer o do pezinho e do ouvido”. Tendo sido orientada durante a gravidez sobre estes testes, já se programou para deixar todos em dia e curtir com tranquilidade o primeiro filho, hoje com seis meses. “O choro de dor corta o coração, a gente chora junto, mas temos que pensar que é para o bem deles!”, defende, alegando que ouviu relatos de mães que preferiram não fazer os exames por sentirem pena da criança. “É importante porque o bebê não vem com um prontuário informando sobre disfunções que ele já possa ter”, conclui.меню макдональдслобановский александркласс лобановский рецептыв гуглеоптимизация сайтов googleраскрутка сайта пермькупить пескоструйную установкуhow to promote

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