Os novos modelos

Os novos modelos

796
0
COMPARTILHE

Tendência na Europa e presente em algumas das maiores cidades do país, a fotografia pet chega a Joinville pelas lentes de Debora Mattos. Preparem os “óin, que fofinhos!”, porque essa turma merece!

arte02

Por Silvane Alves Loro  Fotos Maike Fernandes e Debora Mattos

 

Mais que uma fotógrafa profissional, Debora Mattos é uma apaixonada por bichos. Talvez motivada pelo pai, fanático por cães, começou cedo sua relação com os animais. Por isso, não houve surpresa quando aproveitou a expertise e o gosto pela fotografia para unir as duas paixões. Conseguiu como ninguém. Hoje, trabalho para ela é sinônimo de alegria e diversão. Não que isso signifique facilidade na hora do “vamos ver”. “Eu me concentro ao máximo para captar a verdadeira expressão dos animais. É preciso muita sensibilidade e atenção para dar os clicks certos. Afinal, com eles tudo é espontâneo. Nada é preparado ou ensaiado”, explica a profissional.

Talvez seja isso que transforme a fotografia pet num verdadeiro aglomerado de “fofurices”. Impossível olhar as poses, os olhinhos brilhando ou as caras de sono e não soltar um “óin”, de lindinho. “Nesta área, diretor de fotografia perde a vez”, brinca Debora ressaltando a importância em deixar a espontaneidade dos animais transparecerem na imagem. “Esse é o principal diferencial da fotografia pet: ser espontânea. Quanto menos o fotógrafo intervir, melhor”, diz.

A exemplo de comparação, Debora cita as fotos de pessoas. Nestas, é necessário direção, orientação sobre o que fazer, sugestões de poses e, ainda, fica por conta do fotografado tentar parecer o mais espontâneo possível. Já com animais, não. “Com eles, não peço para fazer nada. Sou eu que me movimento perto deles, de acordo com o que ele quer ou faz. Em contra-partida, qualquer carinha que eles fazem é superengraçada. Eles são sinceros. E isso transparece na foto”, explica.

 

arte03

 

Conhecimento de causa
Para que o trabalho flua de forma tranquila e natural, Debora destaca três fases para fazer a sessão de fotos: primeiramente chega ao local e dedica meia hora a fim de que o animal a conheça e tenha afinidade com o equipamento. “É importante que ele não me veja como uma intrusa”, fala. Depois do reconhecimento, a profissional fala com o tutor, para saber mais da rotina do animal, coisas que gosta de fazer, onde gosta de ficar, enfim, para se familiarizar com a vida dele. E, por fim, as fotos em si. Todo este processo leva cerca de três horas e como resultado tem-se aproximadamente 700 fotos. “Depois entra a parte da edição e finalização do trabalho”, destaca.

 

arte10

arte04

arte05

arte06

 

arte07

arte08

arte09

A formação
Antes de trabalhar apenas com pet, Debora montou junto com outras duas amigas (Adriana Maia e Solange Lyle) a “Relicário Fotografia”. “A ideia surgiu ainda durante o curso de artes visuais. Éramos as que tinham mais afinidade com a disciplina”, conta. No entanto, tão logo surgiu o estalo para a segmentação, Debora passou a especializar-se.
Aos 27 anos, formada em artes visuais pela Univille e em fotografia pelo Centro Europeu, Debora conta que o encantamento pela atividade teve início no curso de publicidade e propaganda (que não chegou a terminar). “Foram seis meses da disciplina. Achei muito legal, mexer nos equipamentos, na revelação. Isso me encantou”, lembra ela. No entanto, foi a paixão pelos animais, cultivada desde cedo, que a levou a juntar os dois. “Minha mãe nunca gostou muito de animais em casa e, por isso, quando eu era criança, meu pai e eu ficávamos nas feirinhas de adoção, em Curitiba onde morávamos, só olhando os cachorros e suspirando de vontade de ter um. Até que um dia, arriscamos e levamos. Minha mãe ficou muito braba, mas acabou aceitando. A cachorrinha ficou 17 anos com a gente e hoje minha mãe já se sente avó dos meus cães, e eu a mãe né?!”, conta.

 

Da ideia ao negócio
A iniciativa de desenvolver o trabalho voltado ao mundo pet surgiu ano passado, enquanto desenvolvia o curso de fotografia no Centro Europeu. Foi durante as aulas que a ideia foi amadurecendo até que, em outubro, mais precisamente no dia 4, dia dos animais, entrasse em execução. De lá para cá, cinco trabalhos já foram realizados, entre eles o projeto “Pintando o Pet”, que acabou virando um dos pacotes oferecidos pela profissional. “A ideia é bagunçar mesmo, deixando os bichinhos se pintarem, tirando deles as melhores expressões”.

 

“Pintando o Pet” era uma ideia que Debora tinha há algum tempo e que conseguiu realizar no final do ano passado. Com tinta guaxe (que sai no banho) e muita disposição (dos cães e dos tutores) fizeram verdadeira festa. “Deu tão certo que logo pensei em proporcionar a outras pessoas também”. “Mas”, ressalta, “é preciso que os responsáveis estejam cientes da folia que os bichos fazem”, fala entre risos. Para o trabalho, coloca-se um pedaço de tecido no chão e espalha-se tinta guaxe. Os animais andam e deixam, então, suas pegadinhas. Como resultado, além das fotos, os tutores ficam com o tecido que pode até virar uma bela recordação em forma de quadro. Antes de executar a ideia, Debora consultou um veterinário sobre o uso da tinta guaxe, que garantiu: exceto em casos de muita sensibilidade, não há problema.

 

Voluntariado
Debora também faz um trabalho solidário em instituições como o Guapecas, Projeto Au-Miau e Abrigo Animal. Os animais que estão para adoção são fotografados por ela com o objetivo de divulgar a causa e conquistar a atenção de novas pessoas. A família que adotar o bichinho ganha um desconto para fazer um book do xodó escolhido. noltatravel Лобановский отзывов сайт возрождение дцкак разместить объявление в интернетерегистрация googlecrm рарусукладка ламината стоимость работсправку о

Sem comentários

DEIXE UMA RESPOSTA