Perigo oculto

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Embora muitos não saibam, o vírus do herpes está presente em 90% da população e pode se manifestar de diferentes maneiras. É importante tomar alguns cuidados para prevenir e evitar que o quadro piore

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

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Lesão cutânea que tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros, o herpes provém de um vírus que possui características semelhantes às da gripe, ou seja, sofre mutações de tempos em tempos. Por este motivo é tão difícil combatê-lo e a doença pode ser classificada como crônica. Por ser uma moléstia contagiosa, a única maneira de preveni-la é evitando contato com pessoas contaminadas. Tal prevenção, segundo o dermatologista Vitor Azulay, é dificultada pelo fato qualquer pessoa poder transmitir o vírus, mesmo se ele não se manifestar: “Já atendi uma paciente com o zoster, que sentia dor mas não tinha ferida nenhuma, quando examinamos constatamos o herpes”. O contágio, porém, depende do sistema imunológico de cada um, pois algumas pessoas são mais resistentes e outras mais propensas a contrair a doença, sendo que a ferida pode ser desencadeada pelo aumento do nível de estresse, baixa imunidade, alterações climáticas e intensa exposição ao sol.

 
O HSV, causador do herpes, pode ser 1, 2 ou 3. Dr. Vitor explica que o tipo 1 é mais recorrente na boca, podendo atingir também os arredores dos lábios. Já o tipo 2 ataca mais frequentemente a área genital. Pode-se dizer que o mais perigoso deles é o tipo 3, conhecido como herpes-zoster, comum apenas em pessoas que já tiveram catapora, pois, de acordo com o Dr. Vitor, o vírus fica incubado desde a infância – que é quando a catapora aparece, na maioria das vezes – e pode se revelar na idade adulta. Em todos os casos, dura entre cinco e 10 dias e o tratamento, segundo o médico, é feito com pomadas e remédios específicos para cada caso. “A pomada alivia, mas não há estudos científicos que comprovem sua eficácia na cura, por isso é necessário tomar o antiviral, pois ele encurta o tempo de duração”, afirma.

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Tipo 1
Apesar de ocorrer, na maioria dos casos, na boca, a Dr.ª Milena Zanela, da mesma clínica, alerta que há exceções, podendo o HSV 1 afetar outras áreas do corpo: “Não é muito comum, mas pode acontecer, pois a infecção ‘migra’ de um lugar a outro”. Seus primeiros sintomas vão de uma leve comichão e inchaço no local até febre e dor de garganta. A ferida se dá em forma de pequenas vesículas agrupadas, que se assemelham a uma bolha, e provoca ardência, coceiras e queimação. É altamente recomendável não tocá-la, não tentar estourar e procurar um especialista para indicar o melhor tratamento.  Há também terapias mais intensivas, voltadas para pacientes que sofrem de quatro a seis crises por ano, cujas lesões podem interferir negativamente nas atividades do dia a dia.

 

 

 

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Tipo 2
Com sintomas similares aos do herpes labial, o genital é provocado pelo HSV 2, que pertence a mesma família do HSV 1. Aparece geralmente da cintura para baixo e principalmente nas genitálias, tanto masculina quanto feminina. As mulheres, em especial, devem ter mais cuidado, pois muitas vezes a ferida ocorre no colo do útero, o que torna sua identificação mais difícil. Há casos mais graves, como o daquelas que apresentam lesões em todos os períodos pré-menstruais, para as quais é indicada a administração do antiviral por um tempo mais prolongado, que vai de seis a 12 meses.
A maior forma de transmissão do herpes tipo 2 acontece através de atividades sexuais, mas também pode ser transmitido de mãe para filho durante a gestação, motivo pelo qual, nesses casos, o parto normal é contra indicado. Entre os sintomas estão ardor, agulhadas e formigamentos e a prevenção é facilitada pelo uso do preservativo.

 

 

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Tipo 3
Considerado o mais grave de todos, o herpes-zoster é conhecido popularmente como “cobreiro” e ataca diretamente os nervos. Sua maior incidência é em adultos com mais de 50 anos de idade, mas há exceções, como no caso de A.D.Z (30 anos) que se tratou recentemente: “No início pensei que havia sido picada por algum inseto. Sentia um pouco de dor e coceira”, conta a bióloga, que um mês depois do tratamento ainda sente queimação.
A área das costas é o maior alvo das lesões, que, devido a sua quantidade, são chamadas de confluência e possuem aspecto avermelhado, com coceira e dor intensa. Dr.ª Milena diz que o que mais incomoda é a hipersensibilidade provocada pela infecção. “É a hiperestesia, que faz com que qualquer toque cause dor”, explica.
Outra parte onde ele se revela, de acordo com Dr. Vitor, é o nariz, cujo contágio se dá através do nervo nasociliar. Para este caso, a atenção deve ser redobrada, pois atinge o olho e pode causar até cegueira. “Um dos casos mais graves que já atendemos foi de uma paciente com zoster que alcançou ao olho. Encaminhamos para um oftalmologista”, conta Dr. Vitor, que é reiterado por Dr. ª Milena: “A pessoa sai daqui tratada do herpes, mas a intervenção de outro especialista é extremamente importante”.
O processo terapêutico do zoster deve ser feito, de preferência, em até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sinais, de acordo com Dr.ª Milena. Em todos os níveis da doença, é aconselhável manter total higiene, tanto no corpo quanto nas roupas, e separar objetos de uso pessoal que tenham contato direto com a pele.труба ппуЭлектроды Салехардблендером можно приготовить отзывseo статьипроверка запросов googleооо полигонLagoon 450причины поломки генератора

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