Próxima parada: China

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Apesar de ser do outro lado do mundo, a China tem recebido muitos brasileiros, principalmente para tratar de negócios. Podendo ser chamado de centro administrativo do globo, ao mesmo tempo em que possui uma política fechada e conservadora, seu comércio é aberto e tem relações com vários países. Sua rica história, cultura e monumentos são mais um incentivo para conhecer o lugar.  Bem-vindos à China, lugar de muitas oportunidades!

 

Por Marcela Mayrinck Fotos Divulgação

 

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A República Popular da China, ou simplesmente China, é o país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, além de ser o maior país da Ásia Oriental e o segundo maior em área terrestre. Mas o mais interessante é que ultimamente o lugar tem atraído turistas de todos os lugares, inclusive do Brasil. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), a China é a terceira nação mais visitada do planeta, superando a Espanha e perdendo apenas para França e Estados Unidos, respectivamente. Os motivos pelos quais cada vez mais pessoas têm escolhido a potência asiática como destino são muitos: a conservação da cultura milenar, as belas paisagens e, principalmente, o crescimento econômico.

 

Como tudo aconteceu
Nos primeiros séculos de existência, a nação foi governada por dinastias, das quais a mais longa foi a de Zhou, que durou dos séculos 11 a.C. a 3 a.C. Em 1912, o feudalismo predominante deu lugar à república e alguns anos depois Mao Tse Tung foi eleito como líder, trouxe novos ares ao lugar e aos poucos foi mudando a cultura local. Em 1976 veio Deng Xiaoping, que realizou reformas econômicas e reatou laços com países ocidentais.

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Desde então, a economia chinesa vem sofrendo mudanças consideráveis. O que antes era um sistema de planejamento centralizado e fechado para o comércio internacional, se abriu para o mercado mundial, o que eles chamam de “sistema de mercado socialista”. Tal fato gerou um crescimento hediondo na economia, fazendo da China membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), com um PIB (Produto Interno Bruto) que perde apenas para os Estados Unidos.
Vale ressaltar que, apesar das evoluções, a presença do governo é forte e ainda há censura aos meios de comunicação. Por outro lado, a polícia não usa armas e os índices de criminalidade são baixos.
Riqueza cultural
Umas das mais antigas civilizações do mundo, a China guarda em suas ruínas e grandes construções, muitos contos e mitos. Segundo a mitologia taoísta chinesa, Pan Gu, o primeiro homem da história, saiu de uma bola cósmica e criou o céu, o sol, a lua, a terra, as florestas e os animais com partes do seu corpo. O macaco é considerado um animal sagrado, visto como símbolo da consciência. Além dessas, há várias outras lendas, que podem ser relembradas ao visitar os pontos turísticos do país, que se dividem entre os municípios de Pequim, Xangai e Tainjin e suas 22 províncias.
Conhecidos como um povo amável, trabalhador e supersticioso, os chineses não usam roupas brancas, pois, para eles, a cor simboliza a morte. O verde também causa confusão por lá, homens com boné ou chapéu desta cor são considerados “marido traído”, ou seja, o vulgo corno. Já o vermelho é bem-vindo, pois simboliza a sorte. Além do branco, números terminados em quatro e o ato de deixar os pauzinhos espetados no arroz simbolizam a morte. Por isso, todo cuidado é pouco, até na hora de cumprimentar, estes orientais não fazem nenhum contato físico, como abraço ou beijo, devido a sua discrição e formalidade.

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O inglês que se cuide
Não podemos deixar de falar no Mandarim, língua mãe na China, com o maior número de usuários no mundo – 1051 milhões. O mandarim falado em Pequim é a base do chinês padrão, mas também é falado em Taiwan e na Malásia. Com o crescimento da economia há especulações de que o inglês, considerado universal, perderá lugar para o idioma dos chineses.

 

Pontos Turísticos
Outro motivo pelo qual a China tem sido tão visitada nos últimos anos são seus monumentos milenares e arquitetura moderna – que contracena com o estilo medieval das ruínas – e as belezas naturais. Entre uma negociação e outra, vale a pena conhecer os encantos chineses.
Cidade Proibida
O nome já é instigante. Afinal, por que Cidade Proibida? Construída durante o governo de Yung Lo, com 720 mil metros quadrados, pode-se dizer que trata-se de uma fortaleza, da qual poucas pessoas tinham permissão para sair. Havia, na época de sua criação, um rígido sistema de segurança, razão pela qual os muros medem 10 metros e são à prova de balas de canhão. O local tem também um grande fosso de seis metros de profundidade, feito para evitar eventuais invasões. No seu interior encontra-se o belo Jardim Imperial, onde os monarcas passavam o tempo meditando, jogando xadrez e bebendo chá. O Salão da Paz Imperial, localizado no centro do jardim, foi construído em homenagem a divindade das águas, a deusa Xuan Wu, cuja devoção era consequência dos frequentes incêndios que ocorriam em Pequim. Uma prova da cultura supersticiosa daquele povo é a decoração da Cidade Proibida, baseada no feng shui, pois acredita-se que essa arte atraia bons fluídos. O amarelo nos telhados simboliza prosperidade e as figuras de animais distinguiam a importância entre as obras arquitetônicas. Durante a era dinástica de Ming e King, que durou cinco séculos, o local foi lar de 24 imperadores. Finalmente, em 1925, transformou-se em Museu do Palácio e até hoje é aberto para visitação pública.

 

A Grande Muralha
Também conhecida como Muralha da China, é a maior construção humana, podendo ser vista até do espaço – há rumores de que também pode ser vista da lua. Com mais de seis quilômetros, a obra, construída por várias dinastias em meados do ano 221 do calendário ocidental, está na lista das sete maravilhas do mundo. O principal objetivo de sua elaboração foi proteger contra invasões provenientes do norte, mas suas torres eram usadas como depósitos de mantimentos e abrigo para militares, durante os tempos de guerra. Milhares de pessoas visitam o lugar diariamente, pois, além de ser cercado por uma natureza exuberante, é de extrema importância para a história e considerada Patrimônio Mundial da Unesco.

 

Mao Tse Tung e a Paz Celestial
Muito importante no cenário político daquele país, a Praça Tiananmen ou Praça da Paz Celestial abriga o Mausoléu de Mao Tse Tung e foi palco de manifestações estudantis, desencadeadas pela morte do então secretário geral do Partido Comunista Chinês. Hu Yaobang sofreu um ataque cardíaco durante uma reunião, o que levou milhares de pessoas à praça, clamando por maior abertura política. Tais protestantes foram duramente reprimidos pela infantaria do exército da China.
É também lá que se encontra o que podemos chamar de maior memória do fundador da República Popular da China. Seu corpo está embalsamado em um caixão de cristal, no Salão e Memorial do Presidente Mao (também chamado de Mausoléu de Mao Tse Tung ou simplesmente O Mausoléu), que é aberto à visitação. O republicano é respeitado na China e no mundo todo por seus grandes feitos na política, como organizar sindicatos em prol dos operários e camponeses e, posteriormente, promover a Revolução Cultural.
A Praça da Paz Celestial é, atualmente, a terceira maior do planeta, conhecida como coração simbólico do país.

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Louvor e espiritismo
Muito forte na China e também em países como Japão, Índia e Tailândia, o budismo pode ser recordado no Templo do Buda de Jade, considerado o mosteiro mais importante da cidade de Xangai. Com cores vivas, o santuário é cenário de muitas cerimônias religiosas, das mais comuns às oficiais do calendário budista. A grande atração são as duas estátuas do mestre espiritual esculpidas em jade, ambas foram trazidas da Birmânia e têm 1,7 metros de altura. O chá, tradicional bebida local, é vendido no seu interior, em lojas especializadas.

 

 

Não deixe de conhecer por

Amarildo Gonçalves Evangelista, 49 anos, administrador, viaja à China pelo menos uma vez por ano.

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A China tem cidades muito modernas e também carrega uma grande bagagem cultural que é fascinante. Xangai foi um lugar que gostei muito de visitar, é uma cidade bonita, moderna, limpa e muito preparada para o turismo. Conta com ótimos hotéis, boas possibilidades de passeios, bons restaurantes e uma atmosfera agradável. Outra cidade que gosto muito é Pequim, onde pude visitar a Cidade Proibida. Foi um dos melhores passeios que fiz por lá. Eu fui ao país pela primeira vez há mais ou menos 10 anos para buscar fornecedores e tomar um passo que a maioria das empresas do meu ramo não tinham tomado.
Naquela época poucos empresários na área de comércio de canetas e brindes estavam arriscando importar direto da China. Fui atrás de bons preços e boas oportunidades de negócio. As diferenças entre Brasil e China são muitas. Enquanto nós não tememos um governo comunista, os chineses vivem um pouco limitados, devido às barreiras criadas pelo próprio governo chinês. Isso faz com que eles sejam mais conservadores e tenham pensamentos mais focados no conceito socialista. A China era um país pobre, desgastado pela guerra e minimizado por países como Japão e Alemanha. Esse histórico fez com que eles se adaptassem a todos os tipos de comida, principalmente àquelas mais esquisitas. A pobreza e escassez de comida foram fatores que levaram os chineses a se alimentarem de, praticamente, qualquer coisa que lhe fosse disponível. Mesmo após uma melhora na cultura e econômica, ainda se vê chineses com boas condições financeiras satisfazendo a fome com pratos exóticos como bicho de seda, sapo cozido, escorpião frito, entre outros.

 

Falconeri Dias Costas, 56 anos, consultor, vai à China uma vez por ano.

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Desde 1995 viajo regularmente para a China a negócios. A primeira vez fui pela Embraco, empresa na qual trabalhava àquela época, para iniciar operações em Pequim. Claro que não era a mesma China de hoje, mas já podíamos perceber que o país iria se desenvolver muito e virar uma potência. Os chineses se globalizaram bem mais rápido que o Brasil, a facilidade de crédito e visão pragmática fazem com que suas empresas percorram o mundo e ofereçam produtos em todos os lugares, seja na África, Europa ou no continente americano. Tudo isso se deve ao ritmo e à intensidade com que trabalham, são rápidos e se esforçam para fechar negócios. Negociação está no sangue deles, seja no mercado popular ou em empresas.
Se você gosta de arquitetura, vai se encantar com o que os chineses estão fazendo, basta lembrar dos estádios e ginásios das Olimpíadas de Pequim. Visitar a China e não conhecer a Grande Muralha é quase uma heresia, vale a pena, mesmo que você seja incomodado por centenas de vendedores ambulantes. Também é interessante conhecer os templos e palácios, dentre os quais destaco o Palacio de Verão, próximo à Cidade Proibida. Para apreciar a comida chinesa, uma boa escolha é o Pato de Pequim, que tem todo um ritual. Há também a comida cantonesa, que é deliciosa na região de Guandong.наушники xiaomi quantie никас супермаркет классноутбукразмещение рекламы в яндексекомпания этодетектор лжи вопросы и ответыменю никаспарка детская

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