Retomando velhos hábitos

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O pólo aquático, que já teve seu auge em Joinville, está sendo resgatado por um grupo de pessoas que não mede esforços para incentivar crianças a uma vida saudável

 

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Por Marcela Mayrinck  Fotos Pablo Teixeira

 

Um engenheiro civil, um professor, um advogado, um empresário e uma ideia: trazer o pólo aquático de volta às piscinas da cidade, esporte que já foi comum há alguns anos e acabou caindo no esquecimento. A iniciativa partiu de Rodrigo Augusto Pereira Bittencourt, engenheiro que sempre gostou e praticou a atividade: “Minha vida é na água, comecei a nadar com 8 anos e fui atleta, ganhei mais de 30 medalhas e disputei dentro e fora do Brasil”. Ele conta também que ao mesmo tempo em que nadava fazia aulas de pólo, então decidiu trocar um esporte individual (a natação) pelo pólo, cuja prática, segundo ele, é mais motivadora por ser realizada em grupo. “É como se você formasse uma família”, diz.
Hoje, além de continuar nas águas, Rodrigo conta com Romeo Günther (advogado e tesoureiro do projeto), Marco Dutra (coordenador da C3 Escola de Natação) e Fernando Krelling (presidente da FELEJ – Fundação de esportes, lazer e eventos de Joinville) para levar adiante o projeto de retomada da modalidade em Joinville. Com recursos próprios e algumas contribuições, o trio montou aulas gratuitas dentro da C3, ministradas pelo professor Gonçalo Fernandes e voltadas para crianças entre 12 e 16 anos que tenham interesse em aprender. Os treinos acontecem três vezes por semana e a turma conta com 14 participantes. Rodrigo esclarece que o intuito é ensinar a parte técnica e os fundamentos do pólo aquático com o objetivo propagá-lo no cenário esportivo. Por já ter participado do grupo que antes treinava na Sociedade Ginástica de Joinville e chegou a organizar o Torneio de Pólo Aquático Masculino, em 2013, sentiu a necessidade de trazer este hábito de volta à cidade. “Focamos nas crianças para que seja um estilo de vida, assim elas crescem nesse meio e ficam longe de interesses que podem ser nocivos, como drogas, bebida alcoólica ou marginalização”, ressalta Romeo, enfatizando também a questão da disciplina, pois os alunos devem seguir rigorosamente as regras para se trocar e organizar a “quadra”, bem como horários para entrar e sair da piscina e cuidados com os equipamentos.

 

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Entenda o pólo aquático
Para quem não sabe, o jogo é uma competição entre duas equipes, muito semelhante ao handball, cujo objetivo é fazer o maior número de gols. A diferença é que este esporte é praticado na água. Disputado em Jogos Olímpicos desde 1900, conquistou a sexta colocação em 1920 com a seleção brasileira. Em cada partida, duas equipes participam com sete jogadores cada e a bola deve ser conduzida sempre com uma das mãos ou com os braços.

 

Veja os benefícios do pólo aquático:

Desenvolve habilidades como noção de espaço, visão tática e capacidade cardiovascular;
Mistura os benefícios das atividades aquáticas com a competitividade coletiva;
Contribui para a formação psicossocial;
Trabalha todos os músculos do corpo, proporcionando o ganho de massa muscular;
Elimina muitas calorias.

 

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O projeto faz parte do Programa de Iniciação Desportiva (PID), que é desenvolvido pela FELEJ, através da qual a prefeitura destina vagas para que crianças da rede municipal de ensino possam praticar esportes dentro de diferentes modalidades. Segundo Rodrigo, algumas barreiras estão sendo quebradas: “Muita gente pensa que é difícil, mas cada vez mais alunos da natação aqui na C3 estão se interessando também pelo pólo, e gostando muito”. A boa notícia é que, com apenas seis meses de treino, parte da turma participou do Torneio Oficial da Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos (CDBA), que aconteceu entre 22 e 24 de agosto em Porto Alegre.

 

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Para o próximo ano, os idealizadores planejam estar com um time inteiramente montado para competir dentro e fora do estado de Santa Catarina, visando popularizar o esporte – ainda visto como algo elitizado – que para eles já é uma paixão. “Cada resposta negativa é um incentivo para batalharmos mais. Para nós é uma realização ver essas crianças se empenhando e fazendo do pólo aquático parte de suas vidas”, diz Rodrigo. Romeo explica que, depois que seus alunos ultrapassarem os 16 anos, a finalidade é mantê-los na escola para se profissionalizarem na equipe adulta: “Queremos gerar um ciclo, no qual, à medida que as crianças forem crescendo, possam orientar e até jogar com as novas que estarão chegando”.
Aos que se interessarem em ajudar, uma opção é o programa “Adote um atleta”, através do qual o colaborador contribui mensalmente para manter a criança no projeto, ajudando com custos para a aquisição de acessórios, equipamentos e despesas em torneios e campeonatos.секторе b2bnikas ресторанполигон ооо одесса crm недвижимостьраскрутка сайтов быстрочисло запросов googleцерковь возрождение кировникас харьков официальный сайтдля авто

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