Vivendo como quiser

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Qualidade de vida, diversidade, ares europeus, clima australiano e liberdade para fazer e vestir o que quiser. Melbourne é um leque estilos de vida misturados em um único lugar onde é comum ver pessoas andando de pijama pelas ruas, assim como assistir filmes nos telhados e vislumbrar muita riqueza histórica e cultural

 

Por Marcela Mayrinck  Fotos Divulgação

 

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Éem busca de muita aventura, diversão e conhecimento que turistas do mundo inteiro escolhem Melbourne, cidade australiana com seus labirintos de ruelas que guardam bares e restaurantes internacionais e de alto padrão, além de lojas com peças únicas e exclusivas. Afinal, Melbourne é a capital da moda australiana. E não para por aí, palco de grandes eventos culturais e esportivos, como o Grande Prêmio da Austrália, é a segunda área urbana mais populosa do país, perdendo apenas para Sidney. Foi eleita, este ano, o melhor lugar do mundo para se viver, segundo a revista The Economist. Os quesitos levados em consideração foram cultura, infraestrutura e saneamento básico, meio-ambiente, educação e estabilidade.

 

Breve histórico
Melbourne foi fundada em meados do século XIX, quando houve um forte movimento urbanístico que escolheu o pacífico para criar uma rede de grandes cidades comerciais. O município cresceu e se tornou porta de entrada e saída para as demais regiões do país, atraindo e oferecendo estabilidade aos europeus que ali chegavam e abrindo caminhos para novos mercados. Ao final do século, a cidade se tornou a mais próspera de todas aquelas que haviam recebido investimentos, e já era a maior em densidade demográfica e física (depois Sidney passou na frente).

 

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Um dos grandes atrativos de Melbourne, e que a tornou capital do país entre os anos de 1901 e 1927, era a presença do metal mais precioso de todos, o ouro, que serviu de imã para jovens visionários e independentes, que, ao contrário da maior parte da população daquela época, não se submetiam ao Estado ou à religião. Esse grupo lutou por melhores condições de trabalho, pela abertura de terras a pequenos produtores e pelo crescimento da indústria local, indo contra as regras britânicas. Por essa razão, o município australiano é hoje uma referência no que diz respeito à economia e estabilidade.

 

Pura diversão
Melbourne é dividida pelo Yarra River e tem como principal região a Southbank, onde fica o Crown Entertainment Complex, um dos points da cidade com os melhores cafés, restaurantes e o famoso Crown Casino. Ali há também grandes hotéis e spas, além de eventos como “A World of Christmas Delights”, festival gastronômico com preços super atraentes, que começa em novembro e abrange a maioria das cantinas locais.

 

 

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Outro acontecimento que agrega música, comida e muita bebida, é o Melbourne Spring Racing Carnival, corrida de cavalos que acontece entre outubro e novembro, quando os bares do “Crown” incluem no cardápio os melhores champanhes do mundo e as típicas cervejas australianas. O melhor: é possível escolher entre ficar nas áreas fechadas ou nos terraços abertos. Uma boa dica para quem curte cultura e quer morrer de rir é ir ao Groove Live Bar & Terrace aos domingos assistir peças de comédia, do projeto “Comedy @ Crown”.
Com alternativas para o verão e o inverno, outro grande centro de encontro relacionado ao esporte é o Melbourne Cricket Ground, sede dos Jogos Olímpicos de 1956 e ícone australiano quando o assunto é futebol. Construído no mesmo ano da fundação da cidade, o estádio comporta até cem mil pessoas e, além de importantes jogos, sedia cerca de 80 eventos por ano como torneios de rugby e shows de grandes artistas. É em Melbourne também que ocorre o Grande Prêmio de Fórmula 1 da Austrália, perfeito para por um pouco mais de adrenalina nas suas férias.

 

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Seguindo os traços europeus, que muito influenciaram na sua arquitetura, Melbourne possui museus e galerias que remetem à história e cultura. O principal deles é o Melbourne Museum, voltado para exposições de história e ciências naturais,  focado em educação e sociedade. Anexo a ele fica o Royal Exhibition Building, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco por ser uma das últimas construções culturais no país remanescentes do século XIX. O autor da obra, David Mitchell, também foi responsável pela Saint Patrick Cathedral, herança europeia dos arcebispos irlandeses James Alipius Goold, Thomas Joseph Carr e Daniel Mannix. Esta igreja chama a atenção por sua beleza imponente que enfeita a paisagem de Melbourne. A presença da anglicana St. Paul Cathedral encanta a vista dos transeuntes bem no coração da segunda maior cidade australiana, a Flinder Street. Nessa área fica a charmosa estação Flinder Street, que também já se tornou ponto turístico.
Ainda no centro, o Rialto Towers não passa despercebido. São dois prédios centenários de diferentes tamanhos com vista para toda a cidade. Do 55º andar, no Melbourne Observation Deck, o turista tem o visual incrível de uma altura de 253 metros.

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Hora de relaxar
Melbourne oferece parques, praças e um zoológico como opção de lazer e descanso. Destaque especial para a Federation Square, que com seus edifícios de design moderno, é chamada intimamente de Fed Square e reúne teatros, galerias, restaurantes e museus, tornando-se um dos principais centros culturais de Melbourne. O local é cenário de grandes festas e é perfeito mesmo se for apenas para sentar e bater papo com amigos. Por ser um lugar aberto ao público, qualquer um têm acesso aos inúmeros eventos voltados para dança e música de todos os tipos e origens, além de pintura, ciência, tecnologia e, claro, esporte.
Clássico, bonito e sereno é o parque Fitzroy Gardens, um dos mais históricos de Melbourne. Além de ser refúgio para relaxar longe de barulho e tumulto, o local abriga um conservatório que data de 1930 com exposições de flores que vão mudando de acordo com a estação. O visitante também pode conhecer a Cooks’ Cottage, uma casa cuja construção em estilo de alvenaria é a mais antiga da Austrália. Sua história é curiosa, pois foi transportada de Yorkshire, na Inglaterra, para Melbourne. Seus tijolos foram numerados individualmente e empacotados em barris para serem levados de navio para o país colonizado.

 
E para ver bichinhos que só existem lá – e em outros raros lugares -, como o canguru e o ornitorrinco, vale uma visita ao Melbourne Zoo. A visita vale a pena para conhecer diferentes espécies do mesmo animal e as campanhas promovidas para preservá-las. Se estiver viajando com os filhos é uma ótima escolha, pois o zoológico oferece atividades para as crianças.

 

Circulando
Para passear no centro de Melbourne, a prefeitura disponibiliza gratuitamente o Tram Vermelho, transporte semelhante ao bondinho que circula por todo o perímetro urbano. Sua numeração é 00 e o passageiro pode entrar e sair quantas vezes quiser.

 

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Se deliciando
Bons restaurantes não faltam por lá. Entre eles está o Attica, considerado um dos 50 melhores do mundo, serve pratos inspirados na gastronomia internacional e funciona de terça a sábado no período noturno. Para quem não abre mão de curtir a paisagem até na hora de comer, o Estelle Bar and Kitchen oferece alta gastronomia com vista para o mar. Já na Hosier Lane fica o MoVida, cujo menu é repleto de tapas para todos os gostos em um ambiente descontraído.
Sabe aquela ideia de fazer festa ou apenas bebericar algo no terraço? Então, surgiu em Melbourne, onde ainda há vários bares que sustentam este costume, alguns em versões mais requintadas. Uma opção para quem gosta de curtir a noite é o Black Pearl, com vários tipos diferentes de coquetéis e muita música. O Emerson Sunday também é uma boa opção para se divertir durante a noite, pois além de mesas confortáveis e um ambiente lounge, disponibiliza cabines individuais para quem prefere festar só com os amigos ou a dois. Também no terraço, o Bellota é um restaurante especializado em ostras, queijos, salames, vinhos e uma infinidade de pratos finos.

 

Nas alturas
Melbourne possui bares, restaurantes e até cinema nos telhados, onde moradores e turistas usam esteiras para assistir a filmes tendo como pano de fundo os prédios antigos e as torres reluzentes da cidade. Lugares como este são referência entre os nativos, que os usam como ponto de encontro para bater um papo, saborear deliciosas refeições das lanchonetes ambulantes e curtir música ao vivo na Happy Mondays, que acontecem nos meses de dezembro e janeiro. Alguns desses “telhados” são fechados para proporcionar mais conforto, principalmente no inverno. E se por acaso bater um friozinho nas noites verão, é possível alugar um cobertor.

 

Já no bairro St. Kilda, a 25 minutos do centro, o que atrai os visitantes é a diversidade de opções para o paladar, como o peixe com fritas que é servido na praia, os hambúrgueres do Barney Allen’s e cafés e bolos da Acland Street. No St. Kilda também há o Luna Park, cuja roda gigante é atração preferida de crianças e adultos. Assim como por toda Melbourne, ali é normal encontrar pessoas de várias nacionalidades, desde a indiana à britânica, uma ótima oportunidade para abrir horizontes e conhecer diferentes culturas.

 

Jônathas Hudler, 27 anos, desenvolvedor de software, esteve em Melbourne entre outubro de 2010 e março de 2011

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Passei 18 semanas em Melbourne para aprender mais sobre a área de TI e tecnologia, pois a cidade é pólo no ramo e na época havia amigos meus morando lá. O que mais gostei foi de ter vivido em uma cidade de altíssimo grau de desenvolvimento humano. Sou particularmente fã de metrópoles com grande apelo urbanístico. Achei impressionante poder ter ficado tanto tempo sem carro sem sentir a mínima falta dele – o transporte público lá é realmente eficiente. As características cosmopolitas de Melbourne me chocaram no início. Em um transporte público você divide espaço com descendentes britânicos, italianos, chineses, indianos e de outros países do sudeste asiático. Já a convivência com uma família nativa também me fez absorver bastante a cultura deles, cujos hábitos como a culinária, por exemplo, carrego comigo até hoje. Os australianos no geral são receptivos com estrangeiros, em especial com latino-americanos. A gastronomia é fortemente baseada na inglesa e indiana, mas também servem pratos mais exóticos, tais como steak de Canguru, risóles (como eles chamam) de carne de crocodilo e vegemite (uma espécie de “melado” feito com sobra de fermento).

 

Juliana Oliveira, 36 anos, administradora, esteve em Melbourne em novembro de 2008

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Estava fazendo mochilão e Melbourne foi a última cidade do roteiro, a escolha foi meio intuitiva, um pouco pela Fórmula 1 e também pelo que ouvi a respeito. Melbourne acabou se tornando uma das minhas cidades preferidas, talvez por ser tão cosmopolita. Tudo chama a atenção, a arquitetura, o Jardim Botânico, mas o que encanta mesmo é a cultura. A Galeria Nacional e o Centro de Artes Vitorianas são imperdíveis para quem quer conhecer a cultura da Austrália. É super comum também ver pessoas durante o horário de almoço deitadas na grama lendo livros… ou no fim da tarde fazendo piquenique. Eles respeitam muito a própria história, dá para perceber desde o momento em que se chega lá. O melhor de Melbourne são as ruas, é um labirinto que esconde uma surpresa em cada canto. Toda a Austrália é receptiva, um dia estava caminhando pela cidade com o mapa nas mãos e mais de 10 pessoas vieram me oferecer ajuda, estava com uma camisa do Brasil e eles perguntavam; “Brasileira, você está perdida, precisa de alguma coisa?”. Uma vez pedi ajuda a uma senhora na rua, ela saiu da sua rota para me deixar no hostel e no final agradeceu por ter dado a oportunidade de me ajudar, quase comecei a rir de nervoso e vergonha.  nкампания компаниясколько стоит видеокамераалександр лобановский дочь переходник dvdспособ раскрутки сайтаавтоматическое наполнение контентомwindowsпалатка детская купитьgaming sites free

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